[[legacy_image_321354]] Pais e responsáveis de cerca de 20 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Joaquim Augusto Ferreira Mourão, no bairro Jardim Melvi, em Praia Grande, alegam ter sofrido um golpe avaliado em cerca de R\$ 30 mil de uma proprietária de buffet. Eles estavam com a festa de formatura programada para acontecer na última quinta-feira (21), mas quando chegaram ao local, encontraram o salão vazio. Os pais e a professora responsável tentaram entrar em contato com a fornecedora, mas até o momento ela não foi localizada. Tanto a cerimônia, como a festa de formatura, tiveram que ser improvisadas. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Uma das mães, Kátia Regina dos Santos, de 46 anos, conta que a formatura estava marcada para acontecer na Casa de Portugal, em Praia Grande, por volta das 19h30. No entanto, os alunos foram orientados a chegar às 18h30. “A gente já estava a caminho quando a professora responsável nos mandou um vídeo dizendo que o buffet não compareceu e que a proprietária tinha desativado as redes sociais, não atendia celular e não foi encontrada na casa dela. Ficamos desesperados, foi um transtorno total”, relata. Ela conta que, durante o ano, os pais pagaram pacotes com valores entre R\$ 900 e R\$ 1340, dividido em 10 parcelas ou à vista. No contrato, a festa realizada pelo buffet Carla Arruda previa o fornecimento da decoração, iluminação, becas, mobiliário, som e um cardápio com entradas, bebidas, salgados, ilha fria, jantar e sobremesa. “A gente não esperava por isso, porque o ano passado essa mesma pessoa fez uma formatura para a escola. Porém, quando a gente foi pesquisar, vimos que ela já tem vários processos. Passamos uma vergonha, convidamos parentes e lá não tinha nem água para tomar”, conta a mãe. ImprovisoPara não deixar os alunos na mão, Kátia conta que a professora, que tinha sido responsável por organizar e contratar os fornecedores, pagou do próprio bolso e comprou salgadinhos, refrigerantes e cervejas. Outros materiais como mesa solene, cadeiras, becas e equipamentos de som tiveram que ser improvisados por outras equipes de formatura que foram chamadas de última hora por fornecedores terceirizados que estavam no local. [[legacy_image_321355]] Kátia conta que a filha Brenda ficou decepcionada com o ocorrido. “A decoração nem teve, fizemos o que deu de improviso, pegamos umas mesas e cadeiras velhas lá. Foi muito triste ver os adolescentes que estavam esperando tanto por esse momento. Teve aluno que vendeu o quimono, vendeu salgadinho e outras coisas para poder ajudar a mãe a pagar a formatura”, explica. O filho da técnica de enfermagem, Rosemary Costaldi, de 43 anos, também era um dos formandos da escola. Ela fala que teve dificuldades financeiras para custear o valor da formatura, mas desembolsou R\$ 1060 para realizar o sonho do filho. “Ele estava muito ansioso, planejamos muito isso. Ele ficou muito triste. Quero que essa mulher não engane outras pessoas, nem tanto pelo dinheiro, mas porque é um sentimento horrível. Eu vi isso nos olhos do meu filho quando eu falei que não ia mais ter a formatura”, comenta. Uma fornecedora, que não quis se identificar, havia sido contratada de forma terceirizada, mas seriam pagos com os valores que foram repassados ao buffet. Ela diz que deveria receber cerca de R\$ 7 mil reais. “Quando cheguei no local, o salão estava vazio, só com os pontos de foto. Os outros fornecedores terceirizados começaram a ajudar a professora a tentar resolver a situação. Tudo aconteceu de forma simples. Até agora ninguém conseguiu encontrar ela”, conta. A operadora de caixa, Thalita Age da Silva Romão, de 35 anos, também conta que o filho, de 14 anos, está arrasado com o ocorrido. “Com todo o esforço que eu e o pai dele fizemos para poder pagar a formatura e ter acontecido isso, é lamentável”, revela. Em imagens fornecidas por Thalita, é possível ver vários pais e formandos aguardando em frente ao salão de festas e viaturas da Polícia Militar. Nas imagens, o salão aparece sem nenhuma decoração e não há alimentos no local. ProcuradaCarla Pereira Loureiro Arruda, proprietária do buffet contratado pelos formandos, foi procurada via telefone, mensagem e em sua residência, mas até o momento não foi localizada. A Reportagem de A Tribuna também tentou entrar em contato com a fornecedora, mas até o fechamento desta matéria não teve retorno.A Polícia Militar informou que compareceu no local para atender um desentendimento e orientou as partes para registrarem um boletim de ocorrência de forma online ou em alguma delegacia. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) também foi procurada sobre o ocorrido, mas até o momento não retornou. [[legacy_image_321356]] EscolaA Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Educação (Seduc) informou que os pais de um grupo de aproximadamente 20 alunos do 9º ano da EM Joaquim Augusto Ferreira Mourão fizeram a contratação de forma individual e particular da empresa que ficou responsável em realizar a festa, entretanto a mesma não cumpriu com o acertado. Diante disso, a Seduc afirma que a direção da unidade escolar, além de fazer o registro do Boletim de Ocorrência (BO) e orientar os pais para que fizessem o mesmo, juntamente com os docentes e responsáveis legais, empenharam-se e asseguraram a festa de formatura aos referidos alunos, em um porte mais simples. Por fim, a pasta finalizou dizendo que lamenta o ocorrido e se sensibiliza com os familiares dos estudantes.