O homem apontado como líder de uma organização criminosa especializada no “golpe do bilhete” foi preso preventivamente na última quarta-feira (8), em São Paulo. A captura é um desdobramento das investigações conduzidas pelo 7º Distrito Policial (DP) de Santos, que apura crimes registrados na cidade, entre eles um caso ocorrido no bairro Pompéia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O suspeito foi localizado em um apartamento na região da Santa Efigênia após troca de informações entre policiais de diferentes estados. Ele era considerado foragido no inquérito e teve o mandado de prisão cumprido por equipes da 1ª Delegacia de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DCCIBER/DEIC). Segundo o delegado titular do 7º DP de Santos, Jorge Álvaro Gonçalves Cruz, o homem é apontado como o chefe da organização criminosa. “A gente já vinha monitorando ele junto com o pessoal de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”, afirmou. De acordo com a Polícia Civil, a localização do suspeito foi possível após a identificação de um possível endereço na Capital. Com a informação, policiais passaram a realizar campana no local. Ele foi abordado ao sair do imóvel acompanhado de outro homem. Com a dupla, foi encontrado um papel que simulava um bilhete premiado. “Quando abordaram, ele estava com um comparsa e com um bilhete premiado, tudo falso, já para pegar outras vítimas”, disse o delegado. Após a prisão, o homem foi levado à delegacia para cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Santa Catarina. Ele também foi interrogado no âmbito do inquérito conduzido em Santos, mas optou por permanecer em silêncio. “Ele foi interrogado a respeito do crime que cometeu aqui e disse que só vai falar em juízo”, afirmou Cruz. Ligação com crime em Santos O homem preso é investigado por participação direta no golpe aplicado em outubro de 2025, na Pompéia, em Santos, no litoral de São Paulo. Na ocasião, a vítima foi abordada por uma mulher e, em seguida, por um comparsa, que a convenceram de que possuíam um bilhete premiado. Após ser induzida ao erro, ela sacou R\$ 7,4 mil em dois bancos e entregou o dinheiro aos criminosos, que fugiram. As investigações apontaram que a ação fazia parte de um esquema estruturado, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo responsáveis pela abordagem, apoio e condução de veículos. Atuação interestadual Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa possui atuação em diversos estados e é formada por diferentes núcleos. “As quadrilhas são várias células. Eles diversificam os agentes”, explicou o delegado. A investigação conta com integração entre policiais de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná e Paraíba, com o objetivo de identificar todos os envolvidos. Mesmo com as apurações em andamento e prisões já realizadas, os crimes continuam sendo registrados. “Eles continuam. Tive um caso recente. As vítimas acabam acreditando”, afirmou o delegado. Veja os casos noticiados por A Tribuna: