O ponto de drogas no Canal 6, em Santos, apresentava fluxo constante, com atendimento a motoristas, ciclistas e pedestres, em diferentes dias e horários (Reprodução) Samuel Souza da Silva, conhecido como “Samuel Canal Seis”, foi preso acusado de gerenciar um ponto de venda de drogas na região do Canal 6, em Santos, no litoral de São Paulo. A prisão temporária, com prazo de 30 dias, foi cumprida após investigação conduzida pelo 3º Distrito Policial (DP) da cidade da Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, vídeos obtidos durante as investigações mostram como funcionava a dinâmica do ponto de venda de drogas. Em uma das gravações, dois usuários se aproximam do acusado, que está sem camisa e de bermuda, recebem os entorpecentes e deixam o local em seguida. Em outro registro, Samuel aparece parado, aguardando novos clientes em uma passagem próxima ao canal. Há ainda imagens de um carro que faz uma parada rápida, momento em que o homem se aproxima e realiza a entrega da droga. Segundo a polícia, o ponto apresentava fluxo constante, com atendimento a motoristas, ciclistas e pedestres, em diferentes dias e horários. “Fizemos campanas com imagens mostrando realmente a mercancia, o movimento de compra e venda de drogas, principalmente para veículos, automotores, bicicletas, transeuntes, em dias e horários alternados, até que realmente configurou o tráfico de drogas”, informou o delegado Wagner Camargo Gouveia. Gerência do ponto e uso de terceiros O investigado, que foi preso em 20 de abril, é apontado como responsável por organizar e controlar toda a operação no local. Conforme o delegado do 3º DP de Santos, Samuel Canal Seis gerenciava a venda, coordenava o funcionamento da “biqueira” e cuidava da logística do tráfico. A investigação também indica que o acusado utilizava outras pessoas para auxiliar nas atividades criminosas. “A informação mostra realmente isso, que ele é o dono daquele ponto de tráfico, assim como tem outros traficantes trabalhando para ele, mas realmente o indiciado é voltado para o crime”. Ostentação e base de apoio Outro ponto destacado pela Polícia Civil é o comportamento de Samuel nas redes sociais. Apesar de se declarar desempregado em registros oficiais, ele publicava imagens com joias, dinheiro em espécie e outros bens. Para os investigadores, isso indica possível renda obtida de forma ilícita. Ainda segundo a Polícia Civil, a residência do investigado funcionava como base de apoio para o tráfico, onde eram armazenados drogas, dinheiro, anotações e aparelhos celulares utilizados na atividade criminosa. Estratégias A investigação apontou que existem outros boletins de ocorrência contra Samuel e que ele adotava diferentes estratégias para evitar a prisão em flagrante, como o uso de terceiros, descarte de drogas e outras formas de ocultação.