[[legacy_image_286484]] O guarda civil municipal (GCM) Pedro Luís Rocha Saes foi assassinado aos 23 anos, antes de realizar o seu sonho de se tornar delegado da Polícia Federal (PF). É o que diz o secretário de Segurança Pública e Cidadania de Cubatão e Comandante da GCM cidade, Pedro de Sá. Pedrofoi vítima de latrocínio na noite desta sexta-feira (4), no cruzamento das avenidas Monteiro Lobato e Marechal Deodoro, na Vila Valença, em São Vicente. Filho único e morador de São Paulo, Pedro estava atuando como GCM desde 3 setembro de 2022, na primeira equipe da guarda formada na cidade. “Ele era um rapaz muito convicto na questão da missão de quem trabalha na segurança”, conta o comandante. De acordo com Pedro de Sá, o guarda sempre estava em busca de evoluir e estudar. “Ele era um cara muito interessado em aprender. Ele chegou a falar com os companheiros que desejava ser delegado da Polícia Federal”. Ele havia passado em outros concursos, mas ainda assim decidiu servir a população de Cubatão. Durante os dias de trabalho, prestava o seu melhor. “Não contestava ou reclamava. Se dava bem com todo mundo. Sempre bastante dedicado”. Para o comandante, é uma grande perda para o município. “A Guarda está completamente abalada. Mas estamos prontos para aprender com os desafios e enfrentar as dificuldades da vida”, conclui. EntendaPedro passava de moto pelo cruzamento das avenidas Monteiro Lobato e Marechal Deodoro com a namorada, quando foi abordado no semáforo por bandidos, que também estavam em uma moto. O garupa desceu do veículo e puxou a arma, mas o agente reagiu e foi baleado. Ele foi atingido nas pernas, no tórax e no abdômen e foi socorrido ao Hospital Vicentino, onde morreu, segundo informações do boletim de ocorrência. De acordo com o boletim de ocorrência, ao notar que os bandidos e o namorado estavam armados, a mulher correu, apenas escutando o barulho dos disparos. Ao retornar ao local, encontrou o companheiro caído no chão. A arma de fogo do GCM foi roubada, mas um outro revólver foi encontrado próximo à cena do crime. Ninguém foi detido até a publicação desta reportagem.