[[legacy_image_108914]] Um guarda civil municipal de Praia Grande foi gravado por um morador chutando uma pessoa em situação de rua, durante abordagem realizada no final da tarde do último sábado (2). O caso ocorreu no calçadão da praia da Vila Tupi. A abordagem ocorreu, de acordo com a Prefeitura, após denúncias de que o homem havia agredido uma mulher, também em situação de rua. Para a Administração Municipal, não houve agressão no episódio. (veja o vídeo mais abaixo) Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Nas imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver os agentes imobilizando o suposto agressor. Mesmo com o homem com as mãos para trás, um agente dá chutes e ainda ajoelha sobre ele. O morador de Praia Grande que gravou o vídeo, e preferiu não se identificar, afirma ter presenciado a cena desde o início, antes mesmo da chegada da equipe da Guarda Civil Municipal (GCM). O caso ocorreu por volta das 17h na Avenida Presidente Castelo Branco, próximo à Rua Napoleão Laureano. O homem agredido estaria sentado no chão ao lado de uma mulher, quando alguém acionou a corporação. O munícipe ouvido pela Reportagem reclama que os agentes "já chegaram com cassetete, agredindo e puxando o homem pelas pernas e braços. Aparentemente o casal estava bêbado, mas não infringiam nenhuma lei. Eu estava no local com minha esposa e filho", revela o munícipe. Segundo o denunciante, outras pessoas começaram a aparecer no momento em que os guardas chegaram para a abordagem e presenciaram a cena. "Eles estavam fazendo barulho, tem gente que se incomoda, mas não vi roubarem nem agredirem ninguém". O que diz a Prefeitura de Praia Grande A administração municipal informou que a abordagem se deu após moradores denunciarem uma agressão de um homem contra uma mulher, ambos moradores em situação de rua. Questionada sobre a suposta truculência da abordagem, a Prefeitura diz que "não houve agressão, apenas uma abordagem para conter o homem, que resistiu". [[legacy_youtube_ZU7CvoD_iog]] A Tribuna enviou as imagens ao especialista em segurança Vinicius Vaz. Após análise do vídeo, ele entende haver, neste caso, "uma soma de falhas técnicas na abordagem, na técnica do emprego de força e na ação em conjunto do equipe. Pois estavam em três agentes contra um suposto agressor". Para o especialista, o uso da força precisa ser empregado de forma moderada e proporcional à situação. "O emprego da força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência da parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e seus auxiliares, inclusive a prisão do ofensor". Por fim, Vaz explica que todas as fases de uma abordagem são delicadas. "Independentemente do motivo da ação suposta, o agente precisa agir de forma imparcial, sem deixar o emocional 'local interferir nas ações". Segundo o depoimento de um dos médicos legista que acompanhou o caso de George Floyd, a manobra de ajoelhar no pescoço foi o que causou a morte do ex-segurança nos Estados Unidos.