O crime aconteceu dentro do local de trabalho da vítima e do acusado (Reprodução e Marcela Damore/ TV Tribuna) O garçom Rafael Pereira da Silva, de 37 anos, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por matar um colega a tiros dentro do restaurante onde os dois trabalhavam no Gonzaga, em Santos, litoral de São Paulo. O crime ocorreu em agosto de 2024, na Rua Tolentino Filgueiras. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O julgamento, realizado nesta quarta-feira (30), condenou Rafael pelo crime de homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e absolveu o acusado do crime de furto. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), ele teria pegado R\$ 75 do caixa do estabelecimento ao fugir do local. O restaurante ficou isolado pela polícia até a chegada da perícia; crime ocorreu na cozinha do estabelecimento (Marcela Damore/ TV Tribuna) A pena pelo homicídio havia sido fixada inicialmente em 13 anos de prisão. No entanto, o Tribunal do Júri considerou a alegação da defesa de que o homem agiu em razão de um abuso sexual cometido pela vítima contra uma amiga do réu. Crime O caso aconteceu no restaurante Pipa, localizado na Rua Tolentino Filgueiras, no bairro Gonzaga. Rafael entrou no local armado e disparou contra o também garçom Ricardo Santana dos Santos, de 49 anos, que morreu no lugar. Conforme a denúncia do Ministério Público, Rafael foi desarmado por um outro funcionário e teria furtado R\$ 75 do caixa para ir embora em um ônibus. Ele foi detido no dia seguinte, dentro da Escola Estadual Professora Maria Dulce Mendes, no bairro Parque São Vicente, em São Vicente. Na época, a Polícia Militar informou que o homem foi visto no telhado da unidade de ensino por agentes que estavam no helicóptero Águia. Ele foi levado ao 1º Distrito Policial (DP) de São Vicente, onde permaneceu à disposição da Justiça. Motivação À Justiça, Rafael informou que matou o colega de trabalho, pois ele havia abusado de uma amiga em uma pousada dias antes do assassinato. Ele havia saído para um bar e encontrou Ricardo e a amiga por acaso. Do bar, eles foram juntos para a pousada. No local, em determinado momento, Ricardo solicitou que Rafael saísse para comprar bebidas. Assim que ele saiu, o colega teria abusado da mulher, colocando a mão nas suas partes íntimas. Em depoimento, Rafael disse que soube do ocorrido na manhã do dia seguinte. O réu acrescentou que a mulher foi ameaçada por Ricardo. Ele teria dito que, caso a mulher contasse algo para Rafael, iria matá-la. Por isso, Rafael disse ter ido à casa de Ricardo em duas ocasiões, mas não o encontrou. No dia 10 de agosto de 2024, ele foi ao restaurante onde ocorreu o crime.