[[legacy_image_253295]] Um funcionário da Rumo Logística, empresa que opera linhas férreas na Baixada Santista, foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (13), durante uma operação para coibir furtos e roubos a vagões de trens na região. Segundo a corporação, ele teria recebido dinheiro de criminosos para facilitar a subtração de cargas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ação faz parte da Operação Ferrovia Segura, que mirou integrantes de uma organização criminosa atuante na subtração de cargas dos vagões, como soja, açúcar, milho e ainda óleo diesel. Na Baixada Santista, as diligências se dividiram entre Santos, São Vicente, Cubatão e Praia Grande. Veículos como caminhões-tanque, usados no transporte das cargas, foram apreendidos. O delegado Fabio Szabo Guerra, titular do município de Cubatão, ressaltou que a facção criminosa alvo das investigações possui várias formas de atuação, que vão do furto em si ao armazenamento da carga por parte de receptadores. A participação de outros funcionários da empresa está sendo apurada. "É uma associação (criminosa) formada por vários núcleos. Uma ação tão complexa como essa dificilmente vai ocorrer sem a conivência de funcionários. Foi preso um funcionário da empresa. Temos, inclusive, comprovante de Pix para uma conta dele", disse Guerra, em entrevista coletiva nesta segunda (13), no Palácio da Polícia de Santos. [[legacy_image_253296]] Filmagens em vagãoNo decorrer das investigações, os policiais apuraram que um dos criminosos chegou a postar um vídeo nas redes sociais no momento em que um vagão era furtado. Nele, é possível ver dois homens retirando grãos. Nesta segunda (13), a Polícia Civil prendeu 13 pessoas, entre receptadores, furtadores e o funcionário da empresa de logística, sendo quatro delas em flagrante. Todos são apontados como integrantes da referida associação criminosa. Restam cumprir ainda nove dos 18 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. "Temos identificadas pessoas associadas especificamente com o fim de compra (dos produtos furtados). É uma associação criminosa complexa. Envolve desde a subtração desses produtos até mesmo a venda. Nesse processo, existem os intermediários. É uma associação criminosa composta por dezenas, talvez até centenas de pessoas", disse o delegado Fabiano Fonseca Barbeiro, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). PosicionamentoEm nota, a Rumo Logística disse que vem colaborando com as autoridades e confirmou que um colaborador da empresa está entre os presos. "A concessionária e o setor ferroviário estão sofrendo frequentes ataques de uma rede criminosa que saqueia cargas e vandaliza trens das empresas ferroviárias. Essas ações afetam não apenas as empresas, mas também o fluxo de escoamento da produção no Porto de Santos e a economia do País, além da segurança da comunidade do entorno da operação ferroviária", declarou a empresa.