O patrulhamento na pista estava sendo realizado pela Polícia Militar Rodoviária (Reprodução) Mais de um ano após fugir da cadeia anexa ao 5º Distrito Policial (DP) de Santos, um homem de 25 anos foi preso preventivamente na noite desta terça-feira (13), depois de ter sido parado em uma fiscalização de trânsito no bairro Caiçara, em Praia Grande. De acordo com as investigações, durante a fuga da detenção, Diogo Rosário Silva teria aplicado um mata-leão em um policial civil. Na ocasião, dois presos foram mortos e outros dois hospitalizados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, a recaptura de Diogo aconteceu por volta das 23 horas desta terça durante um patrulhamento na base da Polícia Militar Rodoviária (PMR) que fica no km 291 + 400 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Um Citroen C3 cinza foi parado e, segundo os PMs, o motorista apresentou nervosismo quando os agentes pediram a sua documentação. Na sequência, o motorista não apresentou o documento e disse um nome falso aos policiais militares. Por conta disso, ele foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde a autoridade policial realizou o procedimento de identificação por digitais e constatou que se tratava de Diogo Rosário Silva. Durante as pesquisas, o delegado descobriu que Diogo se encontrava na condição de procurado da Justiça após ter fugido da cadeia anexa ao 5º DP de Santos, que fica no bairro Bom Retiro, na Zona Noroeste. Sendo assim, ele foi preso e o caso foi registrado como captura de procurado. A fuga da cadeia Diogo fugiu da detenção no dia 21 de fevereiro de 2023. Na época, um policial civil ficou ferido devido à ação de criminosos aprisionados. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), “um investigador sofreu uma pancada na cabeça ao abrir a carceragem do 5º DP de Santos, com seis detidos”. Ao reagir à agressão, o agente realizou vários disparos para conter os suspeitos. Dois deles foram baleados e morreram no local, outros dois ficaram feridos e foram encaminhados para a Santa Casa de Santos. Um quinto (Diogo) conseguiu fugir e o sexto permaneceu na cela. O policial também foi socorrido e recebeu cuidados médicos. O investigador da Polícia Civil que foi agredido durante a tentativa de fuga de presos foi surpreendido com um mata-leão aplicado por Diogo, quando se aproximou da cela para fazer a contagem dos detentos para levar alimentação. A Tribuna teve acesso ao depoimento do policial em boletim de ocorrência (BO). O agente, de 46 anos, estava desarmado e na área de acesso às celas, chamada de ‘gaiola’, quando cinco presos o atacaram. Enquanto um segurava o policial, outros quatro o agrediam, inclusive com uma barra de ferro na cabeça. Os criminosos haviam conseguido sair de suas celas depois que um deles, enquanto fazia a faxina do pátio, pegou as chaves. Segundo o registro da ocorrência, o investigador caiu no chão, atordoado pelas agressões, e os presos foram para a frente da delegacia, onde se depararam com outro policial, um carcereiro de 59 anos. Os bandidos tentaram tomar a arma do agente em luta corporal. Mesmo ferido pelos golpes recebidos, o investigador conseguiu se levantar, pegar a arma que estava na sala de plantão e ir em auxílio do colega. Ele teria dado ordem de rendição aos amotinados, mas eles não recuaram e partiram em sua direção. Foi quando o policial disparou contra os presos, matando dois e deixando outros dois feridos. O quinto bandido (Diogo) conseguiu fugir pulando o muro do local e tirou a camisa que estava usando. Morreram no lugar Marco Antonio Feriozzi dos Santos, de 28 anos, e Huberth Miguel de França, de 19, que teria desferido o golpe com a barra de ferro na cabeça do policial. Outros dois bandidos foram baleados e encaminhados à Santa Casa de Santos. No total, sete presos estavam na cadeia. Um deles permaneceu dentro da cela e outro estava no seguro - espaço reservado a detentos que cometeram crimes sexuais, isolado dos demais.