Luiz Gustavo, conhecido como "Sem Coração", estava foragido por participação direta na execução do policial Marcelo Cassola em Santos (Reprodução/ Polícia Civil e Reprodução) O procurado pela Justiça por envolvimento na morte do policial civil Marcelo Gonçalves Cassola, Luiz Gustavo Souza dos Santos, conhecido como “Sem Coração”, de 23 anos, foi preso nesta terça-feira (31) na casa onde mora no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo. Conforme apurado por A Tribuna, "Sem Coração" é o sexto detido no caso. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Luiz Gustavo foi localizado em uma residência na Avenida Nossa Senhora do Monte Serrat, durante a manhã, enquanto policiais civis realizavam buscas na região. Ao cumprir o mandado de prisão em seu desfavor, os agentes cercaram o imóvel e capturaram o foragido, que não resistiu à abordagem. Segundo a Polícia Civil, "Sem Coração" teve participação direta no homicídio e estava com mandado em aberto desde 2022, ano do crime. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa de Luiz Gustavo, mas o espaço segue aberto para manifestações. Assassinato do policial Marcelo Cassola, de 50 anos, foi encontrado morto na noite de 22 de agosto de 2022. O corpo foi achado na ciclovia da Avenida Francisco Ferreira Canto, no bairro Caneleira, nas proximidades do Estádio Espanha, sede do Jabaquara Atlético Clube, em Santos. O policial apresentava sinais de tortura e mais de 30 perfurações causadas por disparos de armas de fogo de diferentes calibres. O veículo da vítima, um Honda Fit, foi levado e posteriormente localizado, abandonado em Cubatão. Cassola atuava como papiloscopista, chefiava o setor de identificação no Palácio da Polícia, no Centro de Santos, e integrava a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região. Ele era casado e deixou dois filhos. Prisões revogadas Conforme noticiado por A Tribuna no início deste ano, os outros cinco homens acusados pela execução do policial não serão julgados pelo tribunal do júri. A decisão foi tomada pela Justiça de Santos no dia 12 de janeiro. O entendimento foi de que não havia indícios suficientes de autoria do crime, o que inviabilizava a realização de julgamento popular. Com isso, as prisões preventivas foram revogadas e todos os acusados foram colocados em liberdade. A decisão foi da juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da Vara do Júri de Santos. Segundo a magistrada, ao fim da fase inicial do processo, não foram produzidos elementos mínimos que comprovem a participação dos denunciados no homicídio e nos crimes relacionados.