[[legacy_image_289295]] O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, se manifestou nas redes sociais após o delegado Thiago Seilling da Cunha, da Polícia Federal (PF), ser baleado por criminosos em Guarujá, litoral de São Paulo, nesta terça-feira (15). O agente segue internado no Hospital Santo Amaro (HSA). Em postagem no Twitter, o ministro prestou solidariedade ao delegado e apoio ao andamento das investigações. O caso foi encaminhado à Delegacia da PF em Santos. "Registro solidariedade à Polícia Federal, ao policial atingido e à sua família. Todo meu apoio para investigação e punição cabível aos autores, nos termos da Lei", escreveu Dino. O delegado foi socorrido em estado grave, passou por cirurgia e permanece na unidade de terapia intensiva (UTI). Há a possibilidade de transferência do paciente para São Paulo. O hospital informou na manhã desta quarta (16) que há estabilidade no quadro de saúde. O delegado permanece sedado e intubado. Baleado em GuarujáThiago Seilling estava em uma ação de busca e apreensão da PF na Avenida Tancredo Neves, no bairro Cachoeira, quando foi baleado por criminosos. O tiro atingiu de raspão a cabeça. Dois suspeitos foram presos. Com eles, a PF encontrou uma submetralhadora, uma pistola, dinheiro e entorpecentes. O caso foi registrado como tentativa de homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. "A Polícia Federal repudia de forma veemente todo ato de violência a seus servidores no exercício de suas funções, e envidará todos os esforços na plena elucidação do caso e devida punição aos envolvidos. Todo atentado contra a vida e a integridade física de um de seus servidores é um ataque contra a sociedade como um todo e requer a devida resposta do estado brasileiro", disse a PF em nota. Tráfico de armas O mandado que estava sendo cumprido faz parte da Operação Caeté, que visa combater o tráfico de armas. As ações ocorrem em conjunto entre a PF e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A Procuradoria-Geral de Justiça também prestou solidariedade ao delegado e prometeu atuação constante para que os responsáveis pelo crime sejam punidos. "É inadmissível que agentes do Estado no cumprimento de seu dever sejam atacados, como ocorreu no Guarujá, nesta terça-feira (15/8). Por isso, o MPSP reafirma o seu compromisso com a mais intransigente defesa da ordem jurídica, o que implica dizer que a instituição envidará todos os esforços no sentido de cooperar com as demais autoridades para levar à barra dos tribunais os autores deste crime praticado contra o agente público a fim de que sejam condenados de forma exemplar", declarou o MPSP.