[[legacy_image_231068]] Após a Justiça de São Paulo expedir na tarde da última sexta-feira (16) um pedido de prisão preventiva contra o policial militar Anderson Freitas, de 39 anos, suspeito de ter assassinado o funkeiro MC Primo em abril de 2012, a filha do cantor, Laryssa Araújo Almeida Novaes, de 20 anos, se manifestou e disse que a família ficou aliviada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Nós ficamos 10 anos calados. Só a gente sabe o que passou. Eu era muito apegada ao meu pai. Ele foi meu primeiro amor. O primeiro homem que amei. E, hoje, fica um vazio. Não consegui contar sobre meu primeiro emprego, sobre a habilitação, que foi um sonho realizado e nem fiz a minha festa de 15 anos, porque ele não estaria presente", contou em entrevista à TV Tribuna. Muito emocionada, a filha do cantor, que tinha 10 anos quando o pai faleceu, disse que a família ficou despedaçada. "Ele não tirou só a vida de uma pessoa, mas o pedaço do coração de muitas. Não consigo expressar o quanto estou feliz com a prisão dele". Há um mês Anderson foi acusado pelo Ministério Público como assassino de Jadielson da Silva Almeida, conhecido como MC Primo. Na época, o funkeiro estava dentro de seu carro no Jockey Clube, em São Vicente, quando foi executado com onze tiros. A 1ª Vara Criminal de São Vicente afirma que a prisão preventiva do PM é necessária para que ele não atrapalhe o andamento do processo, influencie testemunhas e impeça a produção de novas provas contra ele. Durante as investigações, o suspeito foi reconhecido por uma testemunha que, em juízo, afirmou que o viu cumprimentando a vítima poucas horas antes do crime, mas Anderson negou. O acusado disse que estava jogando videogame no momento em que MC Primo foi assassinado. Anteriormente, o PM chegou a ficar preso por menos de dois meses e continuou a exercer sua função normalmente durante os dez anos após a morte do funkeiro. Conforme apurado pela Reportagem, uma investigação identificou a arma usada no crime, que seria de porte da corporação e estaria com Anderson na data. O policial militar deve ficar preso no presídio militar da Capital Paulista.