[[legacy_image_359012]] A família de Paula Maurina Francisco de Souza, de 60 anos, cobra investigações do acidente que tirou a vida da mulher no último dia 17 de maio, em Praia Grande. Parentes desejam que seja apurado se a condutora do veículo que bateu contra a traseira do carro ocupado pela vítima teve alguma responsabilidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O filho de Paula, o comerciante Marcelo de Souza Juvêncio, de 30 anos, afirma que a motorista que provocou a batida, uma mulher de 32 anos, chegou a entrar em contato com a família por meio do marido. “A gente quer justiça”, enaltece. Para isso, os familiares da vítima buscaram ser representados pela advogada Mariana Oliveira. Segundo ela, foi feito um protocolo de requerimentos na delegacia de polícia que registrou o caso solicitando diligências. “Queremos entender realmente o que aconteceu. Se foi mesmo um acidente ou se ela estava muito acima da velocidade”, explica a defensora. Por isso, além de aguardarem os resultados da perícia, a representante da família afirma que está em busca de imagens de câmeras de monitoramento para o auxílio das investigações. Também está sendo estudada a possibilidade da contratação de um perito técnico para fazer mais análises do caso, que está sendo investigado como homicídio culposo - sem intenção de matar. Ainda de acordo com Oliveira, outras duas vítimas do acidente - a filha e o genro de Paula, de 34 e 29 anos, respectivamente - devem ser ouvidas pela Polícia Civil na próxima semana. Uma das razões que motivou a família a buscar mais esclarecimentos sobre o acidente é o fato de o local da batida ser uma subida, trecho em que carros normalmente perdem velocidade e que possibilita plena visão do fluxo do trânsito à frente. Em imagens obtidas pela reportagem de A Tribuna, é possível ver que o carro que era ocupado por Paula ficou com a traseira totalmente destruída, indício da força da colisão. Os familiares contestam, também, a alegação de que o local estava mal sinalizado. O filho, que foi até lá posteriormente, conta que o trecho onde a batida aconteceu, próximo da divisa entre Praia Grande e Mongaguá, está em obras. No entanto, havia sinalização. “Eu gravei um vídeo, e (o local) está muito bem sinalizado”, contesta Marcelo. De acordo com o boletim de ocorrência, a condutora que provocou o acidente disse aos policiais militares que atenderam a ocorrência que dirigia pela faixa da direita, quando viu que havia uma obra na rodovia e, repentinamente, o trânsito diminuiu a velocidade, o que resultou na batida. Relembre o casoO acidente aconteceu na rodovia Padre Manoel da Nóbrega na manhã do último dia 17. Segundo o filho de Paula, ela acompanhava a filha, o genro - que dirigia o carro - e o neto, filho do casal de 4 anos de idade. Eles iam até Peruíbe, onde o casal e a criança vivem, para que o menino passasse por uma consulta médica. Quando a família chegava próximo à divisa de Praia Grande com Mongaguá, o carro que eles ocupavam foi atingido na traseira. Com o impacto, Paula ficou prensada no banco traseiro. Ela foi removida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. Os dois motoristas foram levados ao Pronto Socorro Vera Cruz, em Mongaguá. A filha de Paula e o neto foram socorridos ao Hospital Infantil e Maternidade de Mongaguá. A mulher chegou a ficar internada no hospital devido às lesões. Segundo Marcelo, ela trincou o cóccix e chegou a ter uma sonda implantada. Os outros envolvidos no acidente tiveram apenas ferimentos leves. De acordo com a Polícia Civil, os veículos não apresentavam irregularidades. Os condutores, ambos devidamente habilitados, não aparentavam embriaguez. A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 3º Distrito Policial (DP) de Praia Grande como homicídio culposo - quando não há intenção de matar - e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A ocorrência seguirá sendo apurada em inquérito policial.