[[legacy_image_248956]] A família do empresário Thiago Varvello, que foi assassinado no último dia 1º de fevereiro, após um criminoso entrar no prédio comercial na Avenida Conselheiro Nébias, em Santos, entrará com uma ação e indenização por danos morais na Justiça contra a falta de segurança no edifício. Segundo o advogado Mário Bernardes, contratado pela família para cuidar do caso, o edifício não seguiu os protocolos de segurança necessários. “O condomínio tem que ter um protocolo de segurança. Quase ninguém usa máscara hoje em dia, salvo pessoas de mais idade. O criminoso chegou com boné, máscara e documento falso. Não foi feita a foto para entrada e nem identificação de documento”, explicou o advogado em entrevista para a TV Tribuna. Também em entrevista para a TV Tribuna, a mãe de Thiago, Patrícia Varvello, contou viver com medo desde que perdeu o filho e espera que a justiça seja feita. “Só espero justiça. Acredito muito na polícia. Creio que eles vão capturá-lo. Eu preciso que ele seja preso. Tenho horror de estar em casa, não consigo ir nem à padaria. Preciso lidar com a perda e o medo. Estamos vivendo em um inferno”, comentou. Em nota, a administradora do condomínio informou que ofereceu todo o respaldo, inclusive tendo recebido a família por meio do advogado contratado. Além disso, a administradora ainda reforçou que o inquérito policial está sob segredo de Justiça, não podendo se manifestar enquanto não houver conclusão do mesmo. Relembre o caso No último dia 1º, um criminoso se passou por cliente da loja de celulares que pertencia aos irmãos Thiago Varvello e Gustavo Varvello, e entrou no prédio comercial Legacy Tower, na Conselheiro Nébias, sem passar pelas etapas de segurança necessárias. Chegando no 10º andar, o criminoso entrou na loja dos irmãos e, após uma breve conversa, atirou no peito de Thiago e na Virilha de Gustavo. Thiago morreu no local e o irmão foi levado ao hospital. Ainda com medo, Gustavo contou para a TV Tribuna o que ocorreu. “A portaria informou que ele (criminoso) estava sem documento e perguntaram se ele podia subir. Deixamos subir pois ele tinha feito um agendamento no dia anterior. Eu estava na sala de manutenção, atrás da porta escutando tudo. Ele entrou na sala e conversou normal com meu irmão. Chegou falando que tinha esquecido o cabo do celular, mas estava com a caixa do celular e o dispositivo e queria trocar por um novo. Escutei o barulho, e fui ver o que era. Meu irmão já estava no chão e o criminoso apontou a arma para mim e já tinha atirado. Eu me escondi na sala, mas não conseguia andar por conta do tiro na virilha. Eu fui para trás da porta, onde ele tentou forçar para entrar, mas não conseguiu e foi embora”, contou o empresário. Toda ação demorou menos de um minuto. Imagens da câmera de segurança flagraram o momento em que o criminoso deixa o prédio, passando por baixo da catraca e fugindo. Para entrar no prédio, o criminoso tentou dar três números de CPF diferentes e não tirou a foto de identificação para entrar no edifício. Além disso, o homem entrou pela porta de acesso para deficientes físicos.