Familiares, amigos e conhecidos de Gicelio de Souza Filho, de 15 anos, protestaram na noite desta quarta-feira (3), na saída do Túnel Rubens Ferreira Martins, em Santos (Reprodução/ TV Tribuna) Familiares e conhecidos do adolescente Gicelio de Souza Filho, de 15 anos, morto em uma troca de tiros que aconteceu no Morro São Bento, em Santos, organizaram um protesto na saída do Túnel Rubens Ferreira Martins, no sentido praia, na noite desta quarta-feira (3). Eles contestam a versão dada pela Polícia Militar (PM) e alegam que o jovem, baleado no último dia 26, era inocente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Além de parentes, participaram do protesto amigos e professores da Escola Estadual João Octávio dos Santos, onde Gicelio estudava. Agentes da Polícia Militar (PM) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) estiveram no local. O tiroteio A troca de tiros que vitimou o adolescente aconteceu no último dia 26 de junho, quando agentes da PM realizavam uma operação para recuperar uma motocicleta roubada no morro. Quando os policiais chegaram próximo ao restaurante Bom Prato, viram dois suspeitos armados, que fugiram em direção a uma ladeira. A partir daí, os oficiais buscaram os dois suspeitos e, em um local próximo, encontraram outros dez homens, que dispararam quando viram os PMs. Os policiais, então, revidaram e trocaram tiros com os criminosos. Um policial chegou a ser atingido e precisou de atendimento médico, mas não teve ferimentos graves. Além do policial militar e do adolescente, outro homem, de 38 anos, foi baleado. Ele e o adolescente chegaram a ser levados à Santa Casa de Santos, onde foram atendidos, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Segundo a PM, a operação conseguiu apreender um revólver calibre 38 e duas pistolas 9 milímetros, 977 porções de maconha e cocaína, cinco celulares e uma motocicleta com queixa de roubo, além de R\$ 207,35. Adolescente havia ido comprar refrigerante Em depoimento à Polícia Civil registrado em boletim de ocorrência, a irmã do adolescente, de 20 anos, disse que Gicelio havia ido até uma adega localizada na Rua Caminho das Pedras, onde compraria refrigerante após chegar da escola. Ao ouvir o barulho dos tiros, ela decidiu ir até o estabelecimento para ver o que tinha acontecido e, no local, soube de moradores que homens foram baleados. Com receio de que o irmão fosse um dos atingidos pelos tiros, ela foi à Santa Casa de Santos, onde o reconheceu como uma das vítimas. Mortes são investigadas Procurada, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) disse, em nota, que todas as circunstâncias do caso são investigadas, sob segredo de Justiça, pela 3ª Delegacia de Homicídios, da DEIC de Santos.