Homem teve a condenação mantida pela Justiça (Freepik) Um homem que se passava por policial ambiental, perito e biólogo para aplicar golpes contra proprietários rurais em Registro, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, foi condenado a sete anos e dez meses de prisão, em regime inicial fechado, por estelionato, falsificação de documento público e coação no curso do processo. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o prejuízo das vítimas passa de R\$ 100 mil. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o TJ-SP, o condenado utilizava roupas táticas e distintivos para convencer os proprietários de que tinha autoridade ou conhecimento técnico na área ambiental. Após identificar as necessidades de cada vítima, oferecia ajuda para conseguir licenças e autorizações junto aos órgãos ambientais, mediante pagamento. No entanto, em vez de providenciar a documentação, ele confeccionava autorizações falsas e as entregava aos proprietários rurais, fazendo-os acreditar que estavam regularizados. Condenação mantida A decisão da 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a sentença da 3ª Vara de Registro e determinou o pagamento de indenizações às vítimas. Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Luis Soares de Mello, destacou o conjunto de provas reunidas no processo, incluindo depoimentos das vítimas e de agentes ambientais e de segurança. “Plenamente evidenciado, portanto, o dolo, consistente na livre e consciente vontade de obter vantagem ilícita, mediante meio fraudulento, induzindo as vítimas em erro e mantendo-as em tal condição”, escreveu o magistrado. O desembargador também rejeitou o pedido para afastar o valor mínimo de indenização por danos materiais. Segundo ele, os prejuízos foram demonstrados por documentos e depoimentos apresentados durante o processo, inclusive com informações sobre quantias parcialmente devolvidas pelo acusado. A decisão foi unânime. Também participaram do julgamento os desembargadores Fátima Vilas Boas Cruz e Camilo Léllis.