Após captar investidores, os criminosos simulavam operações financeiras e manipulavam artificialmente os resultados apresentados aos usuários (Divulgação/Polícia Civil) Dois homens foram presos acusados de integrar uma organização criminosa que utilizava falsa plataforma de investimentos para aplicar golpes pela internet no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado cerca de R\$ 10 milhões. Os capturados responderão por organização criminosa e estelionato. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O delegado Leonardo Rivau, responsável pelo caso, disse à TV Tribuna que o grupo teria copiado uma plataforma legítima de investimentos para atrair vítimas. Após captar investidores, os criminosos simulavam operações financeiras e manipulavam artificialmente os resultados apresentados aos usuários. As investigações apontaram ainda que os golpistas utilizavam transmissões ao vivo pela internet para convencer as vítimas a aplicar quantias cada vez maiores. Segundo a Polícia Civil, cada live gerava, em média, R\$ 50 mil em aportes de investidores. Operação A operação cumpriu três mandados de busca. Em um dos endereços, os policiais encontraram o homem apontado como responsável pela parte tecnológica do esquema. Segundo a investigação, perícias realizadas no local indicaram que ele manipulava os resultados exibidos na plataforma. O segundo preso foi localizado durante uma transmissão ao vivo. Conforme a Polícia Civil, ele seria o principal apresentador das lives utilizadas para atrair investidores. Os golpistas utilizavam transmissões ao vivo pela internet para convencer as vítimas na Baixada Santista (Divulgação/ Polícia Civil) Já o terceiro alvo da operação foi um escritório em Praia Grande que, segundo os investigadores, estava sendo preparado para transmitir maior credibilidade ao negócio e atrair novos clientes dispostos a investir valores mais altos. Os dois homens permanecem presos preventivamente. A Polícia Civil agora analisará computadores, celulares e demais materiais apreendidos para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes da organização criminosa. Segundo o delegado, alguns envolvidos já foram identificados e outro suspeito é alvo de um mandado de prisão temporária. O caso é investigado pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos.