[[legacy_image_17438]] Acusado de pedofilia em Guarujá, e com prisão temporária decretada pela Justiça, o ex-policial militar Ricardo Antônio de Barros, o Leitão, de 56 anos, foi capturado na tarde de terça-feira (15), em Ilhabela, no Litoral Norte. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Bastante conhecido em Guarujá e com livre trânsito na Câmara Municipal, a ponto de várias pessoas acreditarem que ele é 'assessor parlamentar', inclusive as mães das três meninas que o acusam, Leitão nunca exerceu qualquer cargo na casa legislativa. Na segunda-feira da semana passada (7), A Tribuna conversou por telefone com Leitão, que negou os crimes de estupro de vulnerável. “As acusações são inverídicas. É fácil acusar. Não devo nada. Eu sou vítima. Não sou foragido. Estou em casa”. Na oportunidade, a Justiça ainda não havia decretado a prisão do ex-PM. Porém, quando a ordem de captura foi expedida, Leitão não foi achado em sua casa, em Guarujá. Policiais militares de Ilhabela disseram que o localizaram após receberem denúncia anônima. A Reportagem omitiu algumas informações que potencializam as acusações contra o ex-PM, porque elas poderiam identificar de forma indireta as crianças. A Polícia Civil não descarta a hipótese de haver mais vítimas. Abusos reiterados A mãe de uma menina de 12 anos afirmou estar “indignada”, porque nunca desconfiou de Leitão. Porém, após saber da denúncia feita por outra garota, a mulher conversou com a filha, que afirmou sofrer abusos sexuais do ex-policial militar há seis anos. Esta mulher registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Guarujá, no último dia 5. Porém, em 3 de junho deste ano, a mãe de outra menina já havia comparecido com a filha na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município para denunciar o ex-PM. De acordo com a mulher, Leitão teria se aproveitado da filha dela, atualmente com 10 anos, entre janeiro de 2018 e o primeiro semestre deste ano. Outra criança que figura no rol de supostas vítimas do acusado tem 7 anos. Esta terceira vítima contou que foi presenteada com um celular pelo ex-PM. Depois, ele passou a praticar os abusos, conforme a mãe da criança relatou para A Tribuna, após registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Guarujá, em 12 de outubro. A mãe da menina de 7 anos também disse que Leitão a ameaçou ao saber da acusação feita à Polícia Civil. O estupro de vulnerável é crime hediondo, punível com reclusão de oito a 15 anos. Investigadores de Guarujá foram a Ilhabela buscar o ex-PM.