Rafael Barreto foi denunciado por corrupção passiva (Redes sociais e Marcelo Casal Jr./Agência Brasil) O ex-vereador Rafael Barreto, denunciado pela ex-esposa em 2023 por ter um plano para matar o vereador Emerson Camargo dos Santos (PSD), foi condenado por corrupção passiva em um outro processo pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP). De acordo com o órgão, o parlamentar recebeu uma quantia em dinheiro para votar na Presidência da Câmara Municipal de São Vicente, no litoral de São Paulo, entre 2012 e 2013. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão, proferida na última sexta-feira (16), condenou o réu a dois anos e oito meses de reclusão, em regime aberto. O ex-vereador também terá que pagar 13 dias-multa, fixada em um salário mínimo, que corresponde a R\$ 19,7 mil. Na mesma denúncia, o ex-vereador Marcelo Correia também era acusado de corrupção passiva. Ele teve a punibilidade extinta neste mesmo processo, tendo em vista que foi executado a tiros em setembro de 2024. Denúncia De acordo com a decisão, Barreto, Correia e outros quatro vereadores receberam um pagamento - não especificado - antes de assumir o cargo de vereador por um outro parlamentar. Em razão disso, eles ainda votaram em um mesmo vereador para a Presidência da Câmara Municipal naquele ano, infringindo o dever funcional. "Não é crível que os seis réus estivessem necessitando de empréstimos pessoais, no mesmo período (entre outubro de 2012 e janeiro de 2013), e, ao invés de procurarem uma instituição bancária, teriam procurado (o mesmo vereador) para sua obtenção", destacou a relatora Ely Amioka. Denunciado pela esposa O ex-vereador foi denunciado pela ex-esposa, Jaqueline de Carvalho Barreto, conhecida como Professora Jaqueline, por planejar a morte de Emerson. O assassinato seria para que ela, como suplente de vereador em Praia Grande, assumisse o lugar na Câmara. Após a denúncia, Jaqueline conseguiu uma medida protetiva depois de alegar ter sido ameaçada pelo ex, com quem esteve em um relacionamento por 12 anos. Ela registrou um boletim de ocorrência contra ele por ameaça de morte na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. Na época, o vereador Emerson Camargo afirmou para A Tribuna que Barreto estaria planejando o crime desde 2021. “Meu chefe de gabinete - que é policial militar aposentado - recebeu uma ligação de uma pessoa de São Vicente que falou que não era para ele sair de perto de mim, porque estavam tramando para me matar. Isso em 2021, com seis meses de mandato”. À época, A Tribuna procurou Rafael Barreto, que negou as acusações. Segundo ele, a mulher teria tramado isso ao desconfiar de uma traição. “Acredito que foi por uma briga extraconjugal, (o desentendimento) foi agora em março, até chegar a esse ponto, dessa calunia. Uma mulher magoada e ferida faz qualquer coisa, isso eu entendo”, afirma. Quanto ao vereador, Barreto afirma que nunca teve nenhum contato com ele. “Se eu ameacei ele hoje, ontem, há um ano, dois anos atrás, ele tem que ter um boletim de ocorrência, ele tem que ter alguma coisa contra minha pessoa. Nunca falei com ele, nunca dirigi a palavra à pessoa dele”, conclui. A defesa de Rafael Barreto não foi localizada.