O funcionário, amigo do policial, foi encontrado em uma outra rua e admitiu estar sob efeito de drogas (Reprodução) Um carro de um ex-policial militar foi encontrado em chamas na manhã de domingo (2) na Avenida Jovino de Melo, próximo à Rua Sizino Patusca, no bairro Bom Retiro, em Santos. O veículo estava aparentemente em estado de abandono, com as quatro portas abertas. Dentro dele, foram encontrados recipientes que provavelmente continham combustível, incluindo um frasco de álcool 70% próximo à roda dianteira esquerda. Ainda não se sabe se esses materiais foram utilizados para iniciar o incêndio. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o boletim de ocorrência, o fogo foi controlado por uma guarnição da Polícia Militar (PM), acionada após uma chamada ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). O veículo foi guinchado para o pátio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), e os recipientes encontrados no local foram recolhidos por peritos para análise. Fotografias do local também foram tiradas para auxiliar nas investigações. Ainda de acordo com o BO, populares que estavam no local relataram que o veículo havia saído de um bar, localizado na mesma avenida, por volta das 4h30 da madrugada, com dois ocupantes: um ex-policial e um funcionário de uma padaria das redondezas. O funcionário foi localizado pela polícia na Rua Antenor Rodrigues Duarte, no bairro Areia Branca, e afirmou que estava sob efeito de entorpecentes durante os fatos. Ele contou que desceu do carro do ex-militar próximo à Praça Manoel Joaquim Lopes para comprar drogas e, ao retornar, encontrou o veículo em chamas. O ex-policial já estava desaparecido. Ele também relatou ter sido abordado por indivíduos que o questionaram sobre sua relação com o policial, sendo mantido sob cárcere por várias horas antes de ser liberado. Uma testemunha informou à polícia que foi abordada por dois homens que pediram que ela ateasse fogo ao veículo, alegando que o carro pertencia a um policial. Ela se recusou, e os homens deixaram o local após dizerem "vamo zóio". A mulher seguiu seu caminho sem maiores incidentes. Segundo apurado por A Tribuna, o ex-policial segue desaparecido, e não há informações sobre seu paradeiro. A irmã do militar comunicou à polícia que ele havia buscado o funcionário da padaria em sua casa na noite anterior, acompanhado de um outro policial militar e uma mulher. O grupo teria frequentado uma adega antes de se separarem por volta das 4h da madrugada. No boletim consta que a polícia investiga a possibilidade do incêndio ter sido intencional e se há relação com o desaparecimento do ex-policial. O funcionário foi incluído como testemunha no boletim de ocorrência, mas não foi formalmente ouvido devido ao seu estado de intoxicação. O caso segue sob investigação, e a perícia deve fornecer mais detalhes sobre as causas do incêndio e os materiais encontrados no local. O boletim foi registrado como incêndio (art. 250) na Central Policial Judiciária (CPJ) de Santos.