[[legacy_image_265813]] A ex-namorada do comerciante Osil Vicente Guedes, de 49 anos, linchado em Guarujá, litoral de São Paulo, relatou à Polícia Civil que teve brigas com ele dias antes do crime. Nesta quarta (10), em entrevista coletiva, a corporação informou que o celular dela foi apreendido, mas que ela não é, até o momento, suspeita de envolvimento no crime. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A mulher, uma psicóloga de 43 anos, prestou depoimento na condição de testemunha, no 2º Distrito Policial (DP) de Guarujá. Conforme apurado por A Tribuna, ela disse que manteve um relacionamento com Osil por dez meses, tendo durado até o dia 29 de abril, sábado - quatro antes do linchamento. A psicóloga disse que pediu para Osil não dormir na residência dela, e que por isso, ele teria terminado o relacionamento. No dia seguinte, o comerciante voltou à casa para devolver uma chave do imóvel, e segundo a mulher, disse que "a partir do dia seguinte, seria uma vida nova". Ela relatou ainda que o comerciante tinha um quadro depressivo, e que o ele enviou vídeos para ela ingerindo diversos remédios simultaneamente. Dois dias depois, em 2 de maio, Osil voltou à casa da ex-namorada por volta de 20h. Ela disse à Polícia Civil que ele chegou transtornado, pulando o muro, batendo na porta e gritando pelo nome dela. Na sequência, começou a "quebrar coisas", as quais não foram especificadas. Segundo a psicóloga, o comerciante pediu a chave da moto, mas ela afirmou não saber onde estava, tendo aberto apenas uma parte da porta para responder. Na sequência, ela relata que Osil começou a vasculhar e bagunçar tudo, e por isso precisou sair com um paciente que atendia pela parte lateral do imóvel. Espancamento Um dia depois, na quarta (3), ocorreu o linchamento de Osil, entre a Avenida Oswaldo Cruz e a Rua Tambaú, no distrito de Vicente de Carvalho. A psicóloga relatou que, nesse dia, Osil não ligou e não foi à residência dela, e que tomou conhecimento que o comerciante tinha sido agredido na rua. Ela reafirmou que Osil era dono de um ferro-velho na Avenida Acaraú, mas que nunca entrou no local. Áudios O depoimento da ex-namorada ocorreu antes de a polícia ter acesso a áudios enviados por Osil a familiares. Neles, o comerciante conta que a ex-namorada havia contratado pessoas para agredi-lo. A Polícia Civil não descarta a realização de um novo depoimento da ex-namorada para esclarecer as acusações. O caso segue sob investigação. A corporação deve indiciar os três agressores por homicídio triplamente qualificado. Um deles, ex-cunhado da ex-namorada de Osil, já está com a prisão decretada pela Justiça. Um segundo agressor já teve um pedido de prisão feito, mas está em análise. A polícia também deve pedir a prisão do terceiro agressor.