<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.443223" attr-version="policy:1.443223:1733164945" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.443223/Projeto Canva (47).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Ex-funcionário exigiu R\$ 20 mil de perfumaria de alto padrão para não divulgar informações sigilosas da loja (Reprodução)</span></p> <p paraeid="{dd74731d-b5cd-4cc7-bbdd-11213bb7705a}{8}" paraid="1636721357" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)</span> tornou réu o ex-funcionário, de 23 anos, que ameaçou e tentou extorquir o patrão, de 35 anos, exigindo R\$ 20 mil para não divulgar informações sigilosas de uma perfumaria de alto padrão de shopping no bairro Gonzaga, em Santos. O homem <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/ex-funcionario-e-preso-tentando-extorquir-perfumaria-de-alto-padr-o-em-santos-1.439960">foi preso em flagrante</a> e, depois, liberado em audiência de custódia, quando pagou fiança. Entretanto, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) o denunciou e o TJ-SP acatou.</p> <p paraeid="{dd74731d-b5cd-4cc7-bbdd-11213bb7705a}{8}" paraid="1636721357" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! </a></p> <p paraeid="{dd74731d-b5cd-4cc7-bbdd-11213bb7705a}{8}" paraid="1636721357" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme o boletim de ocorrência (BO) e os autos do processo do caso, o ex-funcionário enviava mensagens difamatórias e passou também a ameaçar a loja, na intenção de extorquir dinheiro. O homem acabou detido em 1° de novembro durante um encontro monitorado pela polícia.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{88898b0f-efb8-4f27-b3cf-c3f350f44f12}{48}" paraid="1636997109" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Tudo começou quando ele</span>, que teve um caso com o empresário responsável pela loja, foi demitido. Inconformado, passou a enviar mensagens inverídicas para os fornecedores do estabelecimento, na intenção de prejudicar a reputação da loja. Além disso, começou a ameaçar a perfumaria, dizendo que "divulgaria informações sigilosas da loja" e exigiu R\$ 20 mil para ficar em silêncio. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{88898b0f-efb8-4f27-b3cf-c3f350f44f12}{80}" paraid="1488367494" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Diante disso, </span>os policiais participaram de um encontro marcado entre o representante da loja e o ex-funcionário, que seria para fazer a entrega de parte do dinheiro exigido. Durante a transação, os policiais interceptaram o homem, com R\$ 7,5 mil em sua posse. Ele confessou o crime e foi levado para a delegacia. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ab94a09-34c7-4f25-95f8-168197080872}{62}" paraid="1599225130" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O caso foi registrado como extorsão no 7° Distrito Policial (DP) de Santos.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{88898b0f-efb8-4f27-b3cf-c3f350f44f12}{192}" paraid="273666936" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A denúncia</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span> MP-SP denunciou o ex-funcionário dias depois de ele ser liberado pela polícia, após passar por audiência de custódia e pagar fiança de R\$ 2,8 mil (cerca de dois salários-mínimos). O TJ-SP recebeu a denúncia no dia 11 de novembro e o promotor de Justiça de Santos, José Mário Barbuto, entendeu que o caso deveria se tornar um processo penal para que o acusado recebesse a devida condenação pelos crimes que cometeu. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{88898b0f-efb8-4f27-b3cf-c3f350f44f12}{218}" paraid="587421887" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O </span>promotor pediu ainda a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais que o empresário sofreu. A denúncia foi recebida pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Santos, Fernando Cesar do Nascimento, que deu prazo para o ex-funcionário apresentar defesa. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{88898b0f-efb8-4f27-b3cf-c3f350f44f12}{224}" paraid="742353299" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segredo de </span>Justiça </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A defesa do ex-funcionário </span>pediu o segredo de Justiça dos autos do processo. O agora acusado justificou o pedido dizendo que a mídia o procurou para ouvir a versão dele. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{8b12abcd-f90b-413a-acf8-a1cb7f6ef69a}{243}" paraid="985381169" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Contudo</span>, o MP e o TJ-SP foram contra e indeferiram a solicitação. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“O fato de ter sido o réu procurado pela imprensa não importa dizer que houve escândalo, inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem, considerando ainda que não se trata de pessoa pública”, </span>disse o juiz Andre Diegues Da Silva Ferreira, na decisão do dia 14 de novembro. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5b1b6d87-aec5-47b2-90b9-45f38c8ef9ca}{66}" paraid="771460210" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">De acordo com o magistrado, a</span> publicidade do processo é um ‘meio de transparência dos atos judiciais possível de fiscalização por qualquer do povo’. Ele expediu um mandado de citação em nome do réu e determinou o prazo de dez dias para que ele respondesse à denúncia do MP-SP. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5b1b6d87-aec5-47b2-90b9-45f38c8ef9ca}{165}" paraid="1046953520" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">As ameaças</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">As capturas de tela de conversa</span> por WhatsApp mostram que o ex-funcionário fez contato com a irmã do empresário. Ele perguntou se ela havia falado com o "irmãozinho". </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{07de23b1-ac6c-4cfa-9bfb-bc69c6d51afb}{101}" paraid="843523897" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O agora réu disse </span>que gostaria de conversar com ela pessoalmente e propôs um contrato de confidencialidade para não divulgar as informações sigilosas da loja. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">"Aprendam a lição, vocês deveriam ter feito isso [contrato de confidencialidade] desde o início. Vocês me dão o que eu estou pedindo (minha rescisão + R\$ 20 mil), eu assino o contrato e acabamos por aqui", disse o ex-funcionário.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{8f43e7a1-67f2-4d29-ac4d-f5448f627cbd}{58}" paraid="1006423797" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Depois, o ex-funcionário mandou</span> um e-mail à gerente da loja reclamando de ter recebido os honorários sem uma ‘gordurinha a mais’. Ele ameaçou a loja dizendo que ‘o chumbo vai ser grosso e pior do que vocês imaginam’. O homem disse também que daria a última chance para acabar com a história. </p> <p paraeid="{8f43e7a1-67f2-4d29-ac4d-f5448f627cbd}{58}" paraid="1006423797" xml:lang="PT-BR">Nos autos, consta que o responsável pela loja conversou com o ex-funcionário dizendo que não concordava com os pedidos dele.</p> </div>