A vítima ficou com vários hematomas na face e também em uma das pernas (Reprodução e Vanessa Rodrigues/ Arquivo/ AT) A ex-funcionária do McDonald's, de 20 anos, agredida pela esposa de um cliente com socos, puxões de cabelo e arranhões enquanto trabalhava na unidade do bairro Guilhermina, em Praia Grande, litoral de São Paulo, ingressou com uma ação contra a franquia, solicitando R\$ 100 mil em indenização por danos morais. A jovem alega que a empresa foi omissa e que desenvolveu Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) em decorrência do ocorrido. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu em 1º de janeiro deste ano. Na época, a jovem tinha 19 anos e trabalhava no estacionamento do fast-food. Ela ficou com diversos hematomas pelo corpo e não conseguiu retornar ao trabalho. A mãe da funcionária contou para A Tribuna, na época, que as agressões ocorreram quase no fim do expediente da filha. “A agressão aconteceu por volta das 23h30. Nesse dia, o ambiente estava cheio e ela (minha filha) estava recolhendo o lixo das mesas. Um homem esbarrou nela, e ela pediu desculpas e se retirou para levar o lixo até o estacionamento do local”, disse. A esposa do homem estava no salão do fast-food. Ao ver a jovem indo para o estacionamento, foi atrás e passou a agredi-la. “Quando chegou lá, ela se deparou com a esposa do rapaz. Ela a jogou no chão, chutou, deu socos no rosto e na boca. O segurança tentou conter a mulher, mas também foi agredido. Quem conseguiu tirar a agressora de cima dela foram clientes e funcionários”, detalhou a mãe da jovem. Ação No processo, consta que, mesmo após firmar um acordo trabalhista, a empresa teria descumprido o compromisso de fornecer as imagens completas das câmeras de segurança, entregando apenas registros do momento posterior à agressão — o que impediu a identificação dos autores e o prosseguimento da ação penal. Como resultado do episódio, a defesa alega que a jovem desenvolveu TAG, conforme laudos médicos e atestados anexados ao processo. Segundo a ação, “os danos morais ultrapassam o mero dissabor, uma vez que envolvem agressão física, exposição pública, omissão da empresa e descumprimento de acordo”. Segundo a advogada que representa a jovem, Simone Machado, desde o início, a intenção era responsabilizar criminalmente os agressores. No entanto, segundo ela, o inquérito policial não avançou por falta de acesso às imagens da agressão e ausência de identificação dos autores. “Por isso, ingressamos com uma reclamação trabalhista contra a empresa, que resultou em um acordo. O McDonald’s se comprometeu a fornecer as imagens e colaborar com a localização dos agressores — o que, infelizmente, não foi cumprido”, afirma Simone. Diante do descumprimento, a defesa e a cliente decidiram ajuizar uma nova ação, desta vez por danos morais. “Nossa cliente segue sofrendo com graves abalos emocionais e com o sentimento de impunidade. Fazemos ainda um apelo à sociedade: se alguém tiver imagens ou qualquer informação sobre o ocorrido, pedimos que entre em contato. Sua ajuda pode ser fundamental para que a justiça seja feita”. O que diz o McDonald’s O McDonald’s informou que, até o momento, não foi formalmente notificado sobre o caso. A empresa acrescentou que reforça seu compromisso com a construção de um ambiente seguro e respeitoso, e reitera que repudia qualquer forma de violência.