[[legacy_image_338190]] O ex-diretor administrativo e jurídico da Otrantur - empresa que até 2022 operava o transporte coletivo municipal de São Vicente -, Dário Pereira Alencar, foi solto após decisão tomada pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Alencar havia sido preso em setembro de 2023, durante operação contra o tráfico internacional de drogas. Ele foi apontado por lavagem de dinheiro e controle de ‘laranjas’ do Primeiro Comando da Capital (PCC). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a decisão tomada no TJ-SP, à qual a reportagem de A Tribuna teve acesso, a liberdade foi concedida após o tribunal acatar o pedido de extensão da benesse concedida em habeas corpus para Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, líder de um núcleo da organização criminosa para quem Alencar trabalhava como testa de ferro. Ainda conforme a decisão, Dário Alencar, assim como Marcos Roberto, “não ostenta maus antecedentes e está preso há quase seis meses”. Como argumento a favor da soltura do réu, foi considerado, também, o fato de que ele já foi citado, constituiu advogado e apresentou resposta à acusação. Apesar da revogação da prisão preventiva de Dário Alencar, foi determinado que ele não deve se ausentar da comarca onde reside por mais de oito dias. Também deve comparecer a todos os atos processuais e está proibido de manter contato com testemunhas. Além disso, o ex-diretor da Otrantur será monitorado eletronicamente. Relembre o casoAlencar foi preso no último dia 12 de setembro na Vila Caiçara, em Praia Grande, no âmbito da Operação Sharks (tubarões, em inglês), que foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MP-SP), e pela Polícia Militar (PM). A prisão aconteceu na segunda fase da operação, na qual Alencar e mais um homem foram presos acusados de serem operadores financeiros do PCC. Nessa etapa da Operação Sharks, buscou-se a asfixia financeira da facção, que apenas neste núcleo investigado enviou ao exterior cerca de R\$ 1,2 bilhão por ano, conforme apurado pela investigação. O Porto de Santos era o principal ponto de envio de drogas para fora do país.