[[legacy_image_304970]] Respondendo dois processos disciplinares na Polícia Civil desde quando atuava como delegado, o deputado federal da Baixada Santista Carlos Alberto da Cunha (PP-SP) acumula polêmicas e voltou a ser parte do noticiário negativo nesta terça-feira (17). Ele foi acusado de violência doméstica por sua companheira, a nutricionista Betina Raísa Grusiecki Marques, de 28 anos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado pela TV Tribuna, após o relato de ter sido agredida até desmaiar, a Justiça concedeu por uma medida protetiva em favor de Betina, determinando que o deputado se afaste da companheira, mantendo pelo menos 300 metros de distância dela. Também foi determinado que o parlamentar não entre em contato por nenhum meio de comunicação e mídia social com a nutricionista. O caso segue em apuração, tendo em vista que o deputado também registrou um boletim de ocorrência contra Betina e a Polícia Civil diz aguardar por laudos periciais e uma resposta do Poder Judiciário para se posicionar sobre o caso. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que a vítima prestou depoimento e foi também orientada. Porém, demais detalhes a SSP disse que serão preservados, pois os fatos estariam sob segredo de Justiça. Sobre a possível retirada das armas de Da Cunha, como já ocorreu anteriormente, a SSP disse que apenas a Justiça pode determinar a apreensão. Também reforçou que o parlamentar responde a outros dois processos disciplinares que são analisados de acordo com as determinações da Lei Orgânica da Polícia Civil. Tais processos, assim que concluídos, terão os resultados publicados no Diário Oficial do Estado, afirmou a SSP. PolêmicasEnquanto ainda era delegado de polícia em São Paulo, Da Cunha passou a ser alvo de inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apurava se ele enriqueceu de forma irregular com a divulgação de vídeos de operações da Polícia Civil nas redes sociais. O caso aconteceu em setembro de 2021. Ele é de Santos e já atuou na Polícia Civil da Baixada Santista, inclusive comandando o Grupo de Operações Especiais (GOE). Pelas redes sociais, na época, o parlamentar negou as acusações e ainda ressaltou que "Pra você ser rico, você não tem que ter patrimônio? Eu não tenho nem apartamento. Eu tenho um carro. Isso é rico? O IPVA desse ano tá atrasado ainda". Ainda em 2021, Da Cunha foi afastado da Polícia. Mesmo ano em que confessou ter encenado em vídeo o flagrante de um sequestro na capital paulista. Ele chegou a ter a arma e o distintivo apreendido, mas conseguiu reaver os itens levados em meio a sindicância interna ainda neste ano de 2023. Ele também é suspeito de simular operações policiais, como a prisão de um suposto líder do PCC. Em junho de 2022, o Conselho da Polícia Civil de São Paulo aprovou a demissão do então delegado. O caso foi encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Entre os casos que motivaram a decisão do Conselho da Polícia Civil de São Paulo está a indicação de que o delegado teria forjado a prisão de "Jagunço do Savoy", a quem atribuiu nas redes o papel de "líder do PCC". O preso na verdade seria outra pessoa, como mostrou reportagem da Folha de S. Paulo. Em agosto do ano passado, Da Cunha também virou alvo de um segundo processo demissionário aprovado pelo Conselho da Polícia Civil. A razão do novo pedido são declarações contra integrantes da cúpula da instituição, entre eles, o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Como o processo anterior, este também foi encaminhado para definição do governo. DefesaA assessoria do deputado afirmou que o parlamentar negou veementemente que tenha agredido sua companheira. “Houve uma discussão, em meio a comemoração de seu aniversário, mas em nenhum momento ocorreu qualquer tipo de violência física de sua parte”. Ainda reforçou que “os fatos ficarão comprovados no decorrer do inquérito”. Da Cunha não quis falar com a Reportagem. A Tribuna também procurou por Betina para dar um posicionamento sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação da matéria.