[[legacy_image_299914]] O ex-bombeiro Eduardo Pinheiro Faria, preso durante uma operação da Polícia Federal na última quinta-feira (21), mudou-se do Rio de Janeiro para São Paulo após matar um homem em 1999. Ele usava o nome do dono de um posto de gasolina, trocou de documentos e constituiu família. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A descoberta da fraude ocorreu durante a operação “Karma”, após um suposto episódio de sonegação fiscal em um posto de Praia Grande. A Polícia Federal confirmou que Eduardo se passava por “Ozeias” após descobrir que o homem morreu há mais de 20 anos. Em entrevista à TV Tribuna, a delegada federal Fabiana Salgado Lopes explica que, no sistema da polícia, havia um passaporte expedido em 2022 no nome de Ozeias. Diante disso, a corporação verificou que as digitais no documento eram as de Eduardo. Esposa não sabia de identidadeSegundo a reportagem, o criminoso foi contratado por um homem que encomendou a morte do próprio irmão por discordâncias sobre uma herança familiar. A vítima foi morta com tiros na cabeça, com as mãos amarradas para trás, em Nova Friburgo (RJ). Depois do crime, Eduardo se mudou para São Paulo, onde constituiu família usando o nome de Ozeias. A Polícia Federal confirmou que a esposa não sabia dos antecedentes criminais sou sobre a real identidade do homem. “Um homicídio brutal, triplamente qualificado, pelo qual ele já havia sido condenado, inclusive. Havia esse mandado de prisão em aberto, então foi aberta toda essa operação para localizá-lo, prendê-lo”, disse a delegada. Bombeiro 'desertor'Por coincidência, os policiais descobriram que Ozeias morreu em um acidente de trânsito também em Nova Friburgo. Anteriormente, Eduardo trabalhava como bombeiro no Rio de Janeiro. Ele é considerado “desertor por ter abandonado a corporação”. Além do homicídio, tinha passagem na polícia por roubo. A Polícia Federal continua investigando o caso para apurar a real responsabilidade de Eduardo em relação à sonegação fiscal. As penas combinadas podem chegar a 30 anos de prisão.