[[legacy_image_343292]] O jornalista e ex-apresentador Marcelo Roberto Ferreira Carrião, passou por atendimento médico na tarde desta segunda-feira (19), no Pronto Socorro de São Vicente. De acordo com o advogado de defesa, o acusado alega que foi picado por uma aranha marrom na cela em que está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. Ele estaria sentindo fortes dores na altura do joelho da perna direita, que segundo ele, estaria com sinais de necrose. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! No último domingo (17), o advogado Marcelo José Cruz protocolou um pedido de atendimento médico de urgência por conta da situação do cliente. Nesta segunda-feira (18), o pedido foi acatado e Carrião foi encaminhado ao PS. A defesa informou a reportagem de A Tribuna que o jornalista foi medicado com soro e remédio anti-infeccioso e antibacteriano. Posteriormente, ele retornou para o CDP de São Vicente, onde permanece preso preventivamente. “Esperamos que o jornalista seja transferido para algum presídio que tenha, efetivamente, melhor estrutura ambulatorial”, afirma Cruz. Picada foi descartadaNa manhã desta terça-feira (19), a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) enviou uma nota dizendo que o detento recebeu atendimento por parte da direção do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente assim que solicitado. A secretaria informou que ele foi conduzido ao Pronto Socorro da cidade, onde foi descartada a possibilidade de picada por aranha, com diagnóstico de ferimento não especificado, afastando a necessidade de procedimento cirúrgico por não haver sinais de necrose e nem edema. A SAP ainda disse que, logo em seguida, o reeducando recebeu alta médica para retorno à unidade prisional. A pasta destaca que houve dedetização nas dependências do CDP São Vicente no dia 17 de janeiro e, no último dia 11, foi efetuado o corte do mato no entorno da unidade. Por fim, a SAP afirma que uma nova dedetização das dependências do CDP está prevista para ser realizada no início da próxima semana. Advogado refutaDiante da resposta dada pela secretaria, Cruz afirma que até o momento não teve acesso ao prontuário médico do cliente, que ateste tal fato. O advogado disse que apenas tem conhecimento do que foi alegado por Carrião, que relatou ter sido picado por uma aranha marrom. “Em visita da minha equipe lá no CDP, o jornalista disse que foi picado por uma aranha. Agora a SAP deve ter dado uma nota com base no prontuário. Ele estava com a perna absolutamente ferida, machucada, com uma lesão feia. Agora a gente precisa ter acesso a esse prontuário com a finalidade de que eles identifiquem qual foi a origem desse ferimento”, comenta. O advogado alega que não está existindo o que é chamado de “paridade de armas”, que consiste na igualdade no tratamento entre as partes do processo. Ele afirma que as forças estão sendo aplicadas de forma desigual “Isso está previsto no regramento do ordenamento penal. Na prática, a gente acaba vendo que isso não ocorre. Um exemplo é o caso acima, onde me parece que a SAP já teve acesso ao prontuário, enquanto a defesa tenta o acesso e não consegue até o presente momento”, comenta. Carrião está preso preventivamente desde o dia 28 de fevereiro, após ser acusado de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Na última semana, a Justiça negou uma liminar que solicitava a soltura do jornalista. Por isso, ele ainda segue respondendo o processo em regime fechado.