Os hematomas no corpo da professora agredida (Arquivo Pessoal) Uma professora de 62 anos ficou ferida e com diversos hematomas pelo corpo após ter sido empurrada no chão por um aluno de uma escola estadual de Cubatão. O estudante de 15 anos se revoltou contra a docente depois de ter sido expulso da sala de aula por conversar durante uma prova. A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) disse que o adolescente será transferido de escola. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu na Escola Estadual Waldomiro Mariani, que fica na Rua Orlando Terras, no Bairro Jardim Real. A professora de português aplicava uma prova para os alunos do oitavo ano na tarde do dia 24 de setembro. Dois alunos conversavam durante a aplicação do teste. Em entrevista para A Tribuna, a educadora contou que evitava contatos com o estudante por conhecer o temperamento do jovem. Porém, ao pedir para que o colega dele prestasse atenção, o aluno em questão começou a discutir com ela dentro da sala de aula. Quando ela solicitou que o aluno saísse, a professora disse que o estudante se revoltou e aproximou-se, questionando quem lhe retiraria da classe. Segundo a vítima, o adolescente começou a ‘peitá-la’, e foi quando ela colocou o braço em frente ao corpo dele, para que ele não ficasse encostado nela. Em seguida, o estudante empurrou a professora, que caiu com o rosto no chão e bateu o corpo em uma lixeira. Aos gritos de socorro, um inspetor entrou, e o adolescente ainda ameaçou socar a professora. “Estou sofrendo de ansiedade e com medo de voltar ao trabalho. Passei pelo psiquiatra, e estou tomando um remédio antidepressivo. Vou iniciar consultas com o psicólogo na sexta-feira. (Estou) muito ansiosa”, relatou a professora. Seduc Assim que soube do ocorrido, a Seduc informou que a escola acionou a ronda escolar e encaminhou os envolvidos à delegacia, incluindo os responsáveis do estudante. A secretaria reforçou que o estudante está suspenso e será transferido para outra unidade escolar. Além disso, a secretaria ressaltou que a Diretoria de Ensino de Santos e a gestão da unidade prestam suporte e acolhimento à professora, que segue afastada. O caso foi registrado no aplicativo do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva) e um profissional do programa está promovendo ações e projetos voltados à cultura de paz. A pasta também destacou que repudia qualquer forma ou incitação à violência, dentro ou fora do ambiente escolar.