[[legacy_image_278395]] Um jovem, de 20 anos, afirma ter sido agredido brutalmente por um segurança de uma casa noturna na madrugada deste sábado (1º) na Avenida Vicente de Carvalho, no Gonzaga, em Santos. O estudante de administração, Leonardo Scurti de Almeida Lima, diz que foi espancado na Moby Dick, tradicional ponto de ‘curtição’ dos jovens santistas, após tentar ajudar um amigo que estava sendo expulso do local segurado pelo pescoço. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Edema no nariz, fratura na testa, hematomas no rosto e inchaço. Essas são as marcas que Leonardo conta ter adquirido após a agressão. O jovem alega que foi necessário ir ao hospital para fazer exames um dia após ser espancado porque acordou ‘cuspindo’ sangue. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 4 horas da manhã. Scurti explica que o segurança que lhe agrediu estava levando um amigo para uma sala privativa de funcionários pelo pescoço. “Me tocaram e apontaram para ele. Fui tentar puxar meu amigo e nem cheguei perto do segurança, porque o ‘cara’ estava enforcando”. Sem saber o motivo da expulsão do colega, o estudante comenta que tentou proteger o amigo. “O funcionário me pegou pelo pescoço, me levou para dentro e deixou meu amigo com outro segurança. Me jogou no chão e ficou em cima de mim. Ficou com a mão no meu pescoço apertando forte e começou a me espancar sem dó”. “Eu pedia para parar, pedia por favor e, cada vez que eu falava, ele me batia mais forte. Depois de um tempo, outros seguranças o tiraram de cima de mim. Foi um absurdo tão grande que não deu nem para entender. Como ele simplesmente me pega pelo pescoço do nada, me joga no chão e começa a me dar porrada? Isso não existe”, relembra. Após o ocorrido, Leonardo comenta ter ficado roxo e com o nariz sangrando. Neste momento, afirma ter sido levado por funcionários da casa noturna até o banheiro para se limpar e conter o sangue. Posteriormente, o estudante conta que o dono da Moby Dick ligou para pedir desculpas e informar que o segurança teria sido demitido. Além disso, Scurti conta que o dono se demonstrou aberto a ajudar com as investigações e que tentaria obter as imagens do sistema de monitoramento para entregar a vítima. Contudo, o estudante acredita que o espaço reservado em que foi levado não possui câmeras. Em seguida, policiais militares chegaram à casa noturna e auxiliaram Leonardo sobre os próximos passos. Ele acordou no dia seguinte para tomar as ações necessárias e contar para a família o que aconteceu. O jovem abriu um boletim de ocorrência sobre o crime e agora pretende entrar com uma ação na Justiça. Posteriormente, descobriu que o amigo estava sendo expulso por ter tentado furar a fila para realizar o pagamento. Scurti diz que, mesmo acreditando que o amigo estava errado, não justifica tamanha violência na forma em que o segurança o abordou. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) afirmou, em nota, que a vítima compareceu à delegacia e reforçou a história contada por Scurti. Também explicou que, por se tratar de crime de ação condicionada, o jovem foi orientado quanto ao prazo para a representação criminal. O caso foi registrado como lesão corporal na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A Tribuna entrou em contato com a casa noturna Moby Dick para um posicionamento sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação desta matéria.