Imagem de vídeo mostra jovem sendo contido por policiais militares dentro da escola (Reprodução) Policiais militares foram acionados para conter um tumulto que teria sido provocado por um aluno na Escola Estadual Professor Júlio Pardo Couto, localizada no Bairro Mirim, em Praia Grande. A confusão ocorreu na quinta-feira (17), por volta das 20 horas, dentro da unidade de ensino e foi gravada por outros estudantes. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um dos vídeos obtidos pela Reportagem mostra policiais imobilizando e levando um jovem para um canto do corredor, enquanto outros alunos circulam pelo local, observam tudo, e alguns registram os fatos com os seus aparelhos celulares. -Tumulto escola Praia Grande (1.438657) Em nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio da Diretoria de Ensino de São Vicente, esclarece que "houve um desentendimento entre um funcionário e um aluno" e que "a Ronda Escolar, que estava fazendo monitoramento de rotina na unidade, achou necessário intervir para apaziguar a situação". O responsável do aluno foi acionado e participou de uma reunião de mediação de conflitos com os policiais e equipe gestora, que acionou o Conselho Tutelar e o Ministério Público Estadual (MPSP). A Diretoria de Ensino ressalta que "repudia qualquer tipo de violência, dentro ou fora da escola", e que registrou um boletim de ocorrência. "O caso foi inserido no aplicativo do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva). Todas as medidas cabíveis foram tomadas". Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que os policiais militares do Programa Ronda Escolar foram acionados e que eles chegaram a ser desacatados pelo adolescente. "Houve contenção por parte dos agentes para garantir a integridade física dos presentes”, afirma a SSP em nota. Caso Carlinhos e o ‘banheiro da morte’ Vale lembrar que o aluno Carlos Teixeira Gomes Ferreira Nazara, de 13 anos, morreu no dia 16 de abril após complicações decorrentes de um espancamento na mesma escola. No dia 9 daquele mês, o adolescente foi brutalmente agredido por dois estudantes no banheiro da unidade de ensino, conhecido como o ‘banheiro da morte’. Segundo o atestado de óbito, Carlos Nazara desenvolveu uma broncopneumonia bilateral, que é uma inflamação no pulmão, e celulite no cotovelo esquerdo, e não resistiu.