[[legacy_image_231330]] O depoimento do colega de quarto que matou o estudante universitário Henrique José de Andrade Matos, de 23 anos, esquartejado em Aracajú revela detalhes mórbidos de como tudo teria acontecido. Segundo o acusado, que confessou o crime, depois de esfaquear a vítima ele chegou a colocar um saco plástico em sua cabeça para ter certeza que o colega estava morto e não 'acordasse'. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o depoimento dele à polícia, na sexta-feira (16), ele teria ido à faculdade, e ao retornar para casa encontrou Henrique bebendo e usando drogas. O amigo estaria chateado por ter pedido uma matéria do curso. Em um dado momento, ele diz que estava no sofá, e Henrique na cozinha, quando se desentenderam e ele veio com uma faca em sua direção. Ele, então conseguiu segurar a faca e eles acabaram em luta corporal no chão. Ainda segundo o acusado, durante a luta "a faca acabou entrando no pescoço de Henrique por duas vezes". Ele disse que ainda assim, mesmo ferido, Henrique avançou sobre ele, e foi quando ele pegou a faca e o atingiu abaixo do pescoço, mas que não houve perfuração. Nesse momento, ele diz que Henrique não estava respirando e 'apagou'. Para se certificar que ele não 'acordasse', ele colocou um saco plástico na cabeça de Henrique. Sem ação pelo que havia ocorrido, ele ficou pensando em como iria se livrar do corpo. Chegou a pensar em deixar a vítima em um local abandonado, mas não conseguiria carregá-lo até lá. Já na manhã de sábado (17), ele foi a uma loja de materiais de construção e comprou fita isolante, corda e um saco plástico. Em casa, ele tentou amarrar o corpo, mas não conseguiu. Foi então que teve a ideia de cortá-lo em partes. Ele, então voltou à mesma loja e comprou duas serras, uma lata de tinta e pincel. No apartamento esquartejou Henrique e colocou as partes em sacos plásticos e lençóis. A casa ficou, segundo ele, cheia de sangue pelas paredes, e por isso ele usou a tinta para pintar as partes marcadas. A descobertaDepois disso, o assassino confesso decidiu chamar um carro de aplicativo para levar as partes para a região chamada Mosqueiro, onde há terrenos baldios. Ele pediu ao mototita para subir ao apartamento e ajudá-lo, enquanto descia com outra parte. Desconfiado, o motorista ainda perguntou se ele estaria levando um corpo, e ele negou. O motorista, ao perceber sangue em um lençol, disse que não sairia dali, e chamaria a polícia. Ele então desceu, pois já havia levado uma trouxa com partes do corpo para o carro, e jogou tudo em um jardim ao lado. Depois, voltou ao apartamento, e quando lavava roupas sujas de sangue foi quando os policiais chegaram e ele se entregou, confessando o crime. * com informações de fanf1 e g1