Homem foi preso no último domingo (24) (Divulgação/Polícia Civil) Uma operação da Polícia Civil em cidades do Vale do Ribeira, Baixada Santista e Paraná, deflagrada no último domingo (24), resultou no bloqueio de até R\$ 11,5 milhões em contas bancárias ligadas a um grupo investigado por lavagem de dinheiro, fraudes e ocultação de patrimônio. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Um homem, de 41 anos, foi preso. Endereços em Praia Grande e São Vicente, litoral de São Paulo, foram alvos da ação. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Civil, a investigação apura um esquema que utilizaria documentos falsificados e golpes financeiros para obtenção de recursos, posteriormente ocultados por meio de movimentações patrimoniais consideradas complexas. O principal alvo da operação foi localizado em um imóvel rural às margens da Rodovia Abílio Previdi (SP-226), no bairro Braço Grande, em Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira. Conforme a corporação, ele foi preso sem resistência e encaminhado à Cadeia Pública. No imóvel, os policiais apreenderam celulares, documentos, joias e registros financeiros que, segundo a investigação, reforçam as suspeitas de movimentação patrimonial incompatível. A operação mobilizou 22 policiais civis e nove viaturas. De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva teve como objetivo impedir a ocultação de bens e a destruição de provas, atingindo o núcleo financeiro do grupo investigado. As investigações apontaram ainda uma rede de endereços vinculados ao esquema, incluindo imóveis em Praia Grande. A suspeita é de que houvesse circulação estruturada de recursos entre diferentes integrantes do grupo. Buscas também foram realizadas em endereços localizados em Pariquera-Açu e Cananéia, no Vale do Ribeira, e em São Vicente. Segundo a corporação, as equipes procuravam rastrear o fluxo de bens e identificar mecanismos de ocultação patrimonial, embora nem todos os locais tenham apresentado materiais relevantes. Em Curitiba, no Paraná, os agentes vistoriaram um endereço ligado ao grupo, mas constataram que o investigado não residia mais no local. Para a polícia, a situação pode indicar uma tentativa de dificultar o rastreamento dos envolvidos. Além do bloqueio milionário de valores, a Justiça também determinou medidas sobre veículos e imóveis vinculados aos investigados. A operação avançou ainda sobre ativos digitais, com providências voltadas à identificação e eventual constrição de criptoativos que possam ter sido utilizados para ocultar recursos. A ação foi deflagrada pela Delegacia Seccional de Registro, por meio da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (CERCO). A Polícia Civil informou que as investigações continuam “para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos valores movimentados”.