[[legacy_image_214911]] A mulher do pintor John Lenon Batista dos Santos, de 32 anos, executado a tiros dentro de um carro na última quinta-feira (13), na Avenida Monteiro Lobato, uma das principais de Mongaguá, no litoral de SP, busca respostas para o crime. Auxiliar de enfermagem, de 42 anos, ela não sabe o que poderia ter motivado a execução e pediu para não ter o nome divulgado por estar com medo.A vitima levou quatro tiros e os disparos atingiram pescoço, braço esquerdo e o lado direito de seu tórax. O criminoso chegou em uma moto e parou ao lado do carro do pintor, que havia estacionado há poucos minutos num bolsão na avenida, segundo mostra a gravação de uma câmera de segurança. O assassino parece dizer algo antes de atirar e fugir. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A mulher afirmou não saber quem poderia ser o autor do crime. Segundo ela, John Lenon "não tinha inimizades" e não era um homem agressivo, mas teve atitudes suspeitas no dia anterior ao crime. “Quando eu cheguei em casa, ele estava meio cansado e triste. Eu perguntei o que aconteceu e ele disse que só estava cansado. Nisso eu tomei banho, jantei e fui dormir. Eu não falei mais com ele. Quando foi 5 horas da madrugada, ele acordou todo molhado de suor e falou que teve um pesadelo”, relembra. Essa foi a última noite do casal e, segundo a esposa, as atitudes dele a levaram a acreditar que havia uma preocupação que ele não compartilhava com ela. “Eu acho que algo estava acontecendo com ele e não quis me contar”, afirma. A mulher também informou que ele não tinha histórico com drogas, envolvimento com o crime ou algo que a fizesse desconfiar. “Eu não imagino quem possa ser, queria entender quem é que poderia fazer uma maldade dessa”, diz. Ela contou que, apesar de John estar dirigindo um carro no momento do crime, ele não era habilitado e estava indo para as aulas teóricas de direção em uma autoescola. Os pertences de John Lenon, como o celular, foram entregues à polícia. A esposa afirmou que não tinha acesso às mensagens do aparelho. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Mongaguá.