Ao levar filho na escola nesta segunda (5), mãe percebeu que uma das portas da UME Emília Maria Reis estava arrombada (Hannah Ferreira Monteiro) A Unidade Municipal Escolar (UME) Emília Maria Reis - que registrou 40 casos de sarna em junho, na Vila Belmiro, em Santos - foi alvo de invasão de criminosos nos últimos dias. A mãe de um estudante, ao levar o filho para aula na manhã desta segunda-feira (5), percebeu que a porta ao lado da secretaria (por onde entram os alunos todos os dias) estava arrombada. Conforme apurado com a Prefeitura de Santos, a escola foi furtada e alguns equipamentos acabaram sendo danificados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Hannah Ferreira Monteiro, mãe de um aluno e quem fez as fotos acima, conta que as aulas voltaram no dia 24 de julho e que viu uma das entradas da escola danificada às 8 horas da manhã desta segunda (5). “Eu cheguei para levar meu filho e estava assim (a porta arrombada)”, afirma. Segundo ela, os funcionários não souberam explicar quando a tentativa de invasão aconteceu exatamente, nem se os suspeitos conseguiram levar alguma coisa da escola. Hannah afirma que, desde que a escola mudou para o novo endereço (Avenida Bernardino de Campos), a falta de segurança tem ficado cada vez mais evidente. “A UME Emília Maria Reis está provisoriamente em um prédio inadequado, que não tem portão. O único edifício da quadra que não tem portão. A reforma do prédio original na Vila Belmiro não avança e as crianças ficam à mercê de um imóvel sem a devida proteção”, destaca a mãe. Ainda de acordo com ela, moradores em situação de rua têm dormido frequentemente na frente da unidade de ensino. A mãe diz que, inclusive, fez denúncias à Ouvidoria Municipal e ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre a escola, porém não obteve retorno. A Secretaria de Educação (Seduc) de Santos informou que a mangueira de incêndio do colégio foi furtada e o filtro de plástico do bebedouro foi retirado, sendo posteriormente jogado na calçada. Mas, segundo a pasta, os itens serão substituídos. A Seduc também observou que a porta danificada já foi restaurada pela equipe de manutenção da secretaria. Também destacou que a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para fazer o boletim de ocorrência da invasão e que a escola tomou todas as medidas necessárias. Apesar do que aconteceu, o funcionamento da unidade de ensino segue normalmente. Escola teve casos de sarna Até 28 de junho, quando as atividades no colégio haviam sido suspensas, foram registrados 40 casos de sarna humana na UME, sendo 32 alunos e oito profissionais da unidade de ensino. A Prefeitura informou ter feito limpeza e desinsetização da escola durante o recesso. Conforme apurado por A Tribuna, as aulas retornaram no dia 24 de julho. A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que todos os casos notificados na escola foram encaminhados para as policlínicas de referência, para tratamento médico. E que, antes do fechamento da escola, a direção já tinha orientado pais de alunos e funcionários sobre como prevenir a doença. O protocolo de higienização, de lavar as mãos e manter o uso de álcool, e a limpeza mais frequente de espaços serão mantidos após a volta às aulas.