[[legacy_image_313713]] Um exame de DNA comprovou a ligação de um homem com dois maiores roubos registrados em Santos e no Paraguai. Ele já era investigado por uma explosão em um caixa eletrônico em Atibaia, no interior de São Paulo, além de ter sido denunciado pelo Ministério Público pelo crime cometido na Baixada Santista. O material genético foi obtido mediante autorização do acusado mais de sete anos depois do primeiro crime. Os roubos teriam sido cometidos em sedes de uma empresa de transporte e guarda de valores, a Prosegur. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O termo de doação voluntária de DNA foi autorizado por Fausto Ricardo Machado Ferreira no dia 31 de agosto de 2023. Ele teve a prisão preventiva decretada neste ano, pelo crime cometido em Atibaia. A partir da autorização, foram recolhidas células da mucosa oral, cujo material genético foi cruzado com amostras encontradas em objetos recolhidos no momento dos crimes. Conforme o laudo pericial, um dos itens seria uma touca balaclava, que foi encontrada em um carro durante a fuga do roubo cometido em Santos. O cruzamento também foi realizado com um material coletado no banco traseiro de outro veículo em Foz do Iguaçu, no Paraná, relacionado ao roubo realizado em Ciudad del Leste, no Paraguai. Na mesma cidade, também foi localizada uma casa, que seria utilizada como base de apoio para os criminosos, onde foi coletada amostras de uma toalha que também foram comparadas com o DNA do acusado. Após os exames, no dia 21 de setembro de 2023 foi constatada a coincidência entre os perfis genéticos pelo Núcleo de Biologia e Bioquímica do Instituto de Criminalística de São Paulo. De acordo com o relatório enviado a Justiça pelo delegado Pedro Ivo Correia da Delegacia sobre Furtos e Roubos a Bancos, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), o crime cometido em Santos é considerado "a maior, mais violenta e ousada ação criminosa" da história da Cidade, assim como o ocorrido no Paraguai. Crime em SantosDurante a madrugada do dia 4 de abril de 2016, um grupo de criminosos armados com fuzis, pistolas e explosivos, invadiram uma das sedes da empresa de transporte e guarda de valores Prossegur, que fica localizada na Rua Silva Jardim, no bairro do Macuco, explodiram o cofre e levaram mais de R\$ 12 milhões em dinheiro. A ação ainda contou com vários veículos e um caminhão quer foi utilizado para arrombar o portão frontal da empresa. [[legacy_image_313714]] Na fuga, os criminosos ainda entraram em confronto com policiais no local do crime, bem como em direção a saída da cidade na Avenida Martins Fontes. Na perseguição, os policiais avistaram um assaltante na caçamba de uma caminhonete com um fuzil de guerra calibre 50, que é capaz de abater helicópteros e aeronaves de pequeno porte. Ainda na fuga pela Rodovia Anchieta, os ladrões deram de frente com uma equipe da Polícia Militar Rodoviária e efetuaram disparos que levaram a morte de dois policiais. Uma pessoa em situação de rua também foi atingida por um disparo e morta em frente a empresa de valores. Destaque em A TribunaNo dia 5 de abriu de 2016, o crime foi destaque na capa do Jornal A Tribuna. Intitulada como "Madrugada de Medo", a matéria ganhou destaque em quase toda a página inicial. Dentro do caderno, o caso foi contado em três páginas inteiras, mostrando a grande mobilização da Cidade com o ocorrido. [[legacy_image_313715]] Os policiais militares conseguiram apreender alguns dos veículos usados no assalto, bem como alguns fuzis, pistolas, munições e mais de R\$ 8 milhões em dinheiro, que foram devolvidos a empresa. Outros veículos envolvidos foram apreendidos em municípios da Grande São Paulo e um deles foi abandonado em São André, onde foi encontrada a touca balaclava usada na identificação do material genético. Demais envolvidosAnderson Struziatto dos Santos, acusado de participar da ação criminosa foi julgado e recebeu a maior pena entre os envolvidos já condenados. Ele foi sentenciado a 146 anos e sete meses de prisão em regime fechado, por associação criminosa, latrocínio e roubo qualificado. Daniel Donizetti Colantuono, Cleber Dorana Lima Rodrigues e Hélcio Ananias Vilela de Oliveira foram condenados a 110 anos, 106 anos e quatro meses, e 70 anos, dez meses e 20 dias, respectivamente, por envolvimento nos crimes citados na reportagem.