Uma caixa de papelão deixada em uma via de Guarujá, no litoral de São Paulo, escondia um objeto que estava desaparecido havia mais de cinco anos. Dentro dela, protegida por um saco plástico, estava a Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016, furtada de dentro do carro do ex-atleta Felipe Almeida em 2021. A descoberta foi feita por policiais militares do 21º BPM/I nesta terça-feira (11). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A apreensão aconteceu na esquina da Avenida Dom Pedro I com a Rua Leonor da Silva Quadros, no Bairro Balneário Cidade Atlântica. De acordo com a Polícia Militar, a equipe encontrou a caixa de papelão na via e realizou averiguações para identificar o objeto que estava escondido no interior. Ao verificarem o conteúdo, os policiais constataram que se tratava de uma autêntica Tocha Olímpica utilizada nos Jogos Rio 2016. A partir das buscas, também foi identificado que a peça era produto de um furto ocorrido em 2021. A tocha foi apresentada e apreendida no Distrito Policial (DP) Sede de Guarujá. O caso estava sendo investigado pela Polícia Civil desde o desaparecimento do objeto. Tocha estava desaparecida desde 2021 A história da peça começou a ter um novo capítulo cinco anos depois do furto. Em 12 de março de 2021, Felipe Almeida teve a tocha que havia carregado durante o revezamento dos Jogos Rio 2016 furtada de dentro do próprio carro, no Bairro Enseada, em Guarujá. Na época, o ex-atleta contou a A Tribuna que havia deixado a tocha dentro do veículo para mostrá-la a um amigo. O carro estava estacionado na rua, em frente à casa dele. Almeida relatou que deixou o veículo por volta das 22h. Cerca de uma hora e meia depois, quando voltou, encontrou o carro aberto e percebeu que a tocha não estava mais no interior. O ex-atleta informou à polícia que o veículo havia sido revirado. Ele também encontrou uma lata de cerveja dentro do carro e o banco do motorista molhado. Por se tratar de um objeto identificado, Almeida avaliava que a peça não seria fácil de comercializar. Para ele, o principal valor da tocha era sentimental. “A tocha Olímpica é um item identificado, não é fácil de ser comercializado, e o valor é mais sentimental do que monetário”, explicou na época. Câmeras poderiam ter registrado furto Na mesma rua, em frente ao local onde Almeida morava, havia um restaurante equipado com câmeras de segurança que poderiam ter registrado a ação dos responsáveis pelo furto. O ex-atleta chegou a procurar o estabelecimento para tentar conseguir as imagens, mas afirmou que não teve acesso às gravações. “Estive lá, mas não quiseram ceder as imagens, ao menos para mim, não”, disse Almeida. Desde então, o caso era investigado pela Polícia Civil. A localização da peça nesta semana encerrou o período em que a tocha permaneceu desaparecida. Como Felipe Almeida ficou com a tocha Carioca, Felipe Almeida foi atleta amador durante muitos anos e acabou selecionado para carregar a Tocha Olímpica durante o revezamento dos Jogos Rio 2016 em razão de seu currículo esportivo. Ele praticou natação, maratona aquática, biathlon, triathlon e canoagem oceânica. Também participou de diversos campeonatos regionais e estaduais e de duas Copas do Brasil. A peça, portanto, fazia parte de uma lembrança diretamente ligada à trajetória esportiva do ex-atleta. Na época do furto, ele destacou que estava acostumado a guardar troféus e medalhas, mas que a perda da tocha tinha um significado diferente. Agora, a Tocha Olímpica foi recuperada em uma caixa de papelão, escondida dentro de um saco plástico, em uma via do Bairro Balneário Cidade Atlântica. A Tribuna entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) para obter mais informações sobre a localização do objeto e as circunstâncias da apreensão. A reportagem aguarda retorno.