À esquerda, registro do ato político realizado na Avenida Conselheiro Nébias, em Santos, na madrugada de sábado (24); à direita, Marcelo de Oliveira Rocha (Reprodução / Arquivo pessoal e Instagram) O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser agredido e roubado por um grupo de ao menos sete homens na madrugada de sábado (24), no bairro Vila Mathias, em Santos, no litoral de São Paulo. A morte encefálica de Marcelo foi confirmada pela família no domingo (25), mas o resultado de um exame que confirmou a irreversibilidade do quadro saiu na tarde de segunda-feira (26). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O crime ocorreu na Rua Henrique Ablas, depois que Marcelo se afastou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, que participava de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 3h, o engenheiro saiu para ir ao banheiro e não voltou. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do crime. Marcelo aparece de camiseta branca e sozinho. Após ser abordado por dois homens, o restante do grupo aparece e cerca o engenheiro. Em seguida, as imagens mostram Marcelo sendo agredido e caindo no chão. Enquanto o engenheiro estava desacordado, os homens roubaram seus pertences e deixaram o local. Preocupados com a demora, amigos começaram a procurar Marcelo e o encontraram inconsciente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o engenheiro à Santa Casa de Santos, onde permaneceu internado. Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Capital, onde não resistiu e morreu. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A Polícia Civil segue com as investigações. Grupo pede justiça Após a confirmação da morte, a Banda Esquerdantina divulgou uma nota lamentando a perda. “Marcelo era um de nossos inúmeros amigos, razão de existirmos como grupo. Sua perda nos indigna ao mesmo tempo em que denuncia a vulnerabilização dos que se reúnem no campo democrático para expressar sua opinião e o direito de ser quem somos”, diz trecho da publicação. Ainda na nota, o grupo criticou a falta de proteção oferecida para o evento e cobrou a punição dos responsáveis. “Marcelo morreu na defesa de uma sociedade justa e fraterna representada na causa que apoiou e que venceu. Toda solidariedade e apoio aos familiares e amigos. Justiça Para Marcelo”, declarou a banda. Apesar do posicionamento, ainda não há confirmação de que a agressão tenha sido motivada por homofobia ou divergências políticas.