Murilo dirigia o Jeep Renegade que bateu na Avenida Leomil; acidente causou a morte da nutricionista Daniella em Guarujá (Reprodução e Reprodução/ Redes sociais) O empresário Murilo Rabello Abite, de 26 anos, motorista preso por dirigir sob efeito de álcool e causar a morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25, em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A Promotoria pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R\$ 100 mil aos herdeiros da vítima. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O acidente aconteceu na manhã de domingo (19), quando o Jeep Renegade dirigido por Murilo colidiu com um poste na Avenida Leomil, no bairro Pitangueiras. Daniella Rooth, que estava no banco traseiro, morreu. Outra passageira ficou ferida. Murilo foi preso em flagrante por suspeita de homicídio culposo na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante. Ele teve a liberdade provisória concedida na segunda-feira (20), após passar por audiência de custódia e pagar fiança de R\$ 8.105. A Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares. Conforme noticiado por A Tribuna, o motorista admitiu à Polícia Civil que havia ingerido duas cervejas horas antes do acidente, segundo informações do boletim de ocorrência (BO) obtido pela reportagem. Denúncia A denúncia foi oferecida pelo MP-SP na segunda-feira (20). O promotor de Justiça Daniel Santerini Caiado apontou que Murilo cometeu homicídio e lesão corporal, ambos na modalidade culposa, na direção de veículo automotor. Além da indenização mínima de R\$ 100 mil aos herdeiros de Daniella, o promotor solicitou o pagamento de, no mínimo, três salários-mínimos à vítima sobrevivente. A acusação também pediu o prosseguimento da ação penal até a condenação do acusado. Segundo a denúncia apresentada à Justiça Criminal, Murilo participou de uma confraternização em Santos, onde ingeriu bebida alcoólica, e depois seguiu dirigindo até Guarujá com quatro passageiros no veículo. Na Avenida Leomil, em Pitangueiras, o motorista teria perdido o controle da direção em razão da embriaguez e do comprometimento da capacidade psicomotora, colidindo violentamente com um poste de iluminação pública. Com o impacto, Daniella, que ocupava o banco traseiro, morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave e choque hemorrágico. Outra passageira sofreu escoriações. O MP-SP sustenta que Murilo agiu com imprudência e negligência ao dirigir sob a influência de álcool e permitir que os passageiros do banco traseiro viajassem sem o uso do cinto de segurança. Após o acidente, policiais militares constataram que o motorista apresentava sinais de embriaguez. Embora tenha se recusado a realizar o teste do bafômetro, o Ministério Público ressaltou que o exame clínico realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Santos apontou hálito etílico acentuado, atenção dispersa, dificuldade de concentração e outros sinais compatíveis com o consumo de álcool. Defesa do motorista O advogado Eugênio Malavasi, que representa Murilo, afirmou que assumiu recentemente a defesa do motorista e manifestou profundo pesar pela morte de Daniella, solidarizando-se com familiares e amigos da nutricionista. “Trata-se de uma tragédia que igualmente atingiu pessoas que mantinham estreitos vínculos de amizade e convivência, circunstância que, por si só, impõe absoluto respeito à dor de todos os envolvidos. Justamente por essa razão, a defesa não fará considerações acerca dos fatos neste momento, reafirmando que todas as circunstâncias relacionadas ao acidente serão devidamente examinadas no curso do processo, sob o crivo do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal”, declarou. Por fim, a defesa afirmou confiar nas instituições e no regular desenvolvimento da ação penal. Segundo o advogado, todas as circunstâncias relevantes serão analisadas com "a serenidade, a responsabilidade e a imparcialidade que o caso exige".