Empresário foi mantido em cativeiro dentro de casa em Registro; ele foi encontrado amarrado na lavanderia do imóvel (Reprodução Polícia Civil) Um empresário do Rio Grande do Sul que estava mantido em cativeiro durante quatro dias por criminosos foi resgatado pela polícia na Rua Dois, no bairro Arapongal, em Registro, por volta das 0h neste domingo (1). Na ação, dois homens e uma mulher foram presos. Um deles resistiu à prisão, atirou contra os policiais e acabou baleado após a PM revidar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a polícia, os criminosos obrigaram o empresário a fazer saques e transferências de aproximadamente R\$ 300 mil. Eles também roubaram a caminhonete da vítima, avaliada em R\$ 250 mil, além do celular, notebook e roupas. Conforme informações do boletim de ocorrência (BO) da Polícia Civil, o empresário saiu do Rio Grande do Sul para fazer um negócio em Tocantins. Porém, desde o dia 28 de agosto ele não deu mais notícias. O delegado Marcelo Freitas, que cuida do caso, disse que o empresário foi mantido em cativeiro desde o último dia 28. "Ele saiu de Santos e deu carona via aplicativo Bla Bla Car. Chegando em Registro, o carona anuciou o crime", explica. A família comunicou o desaparecimento à Delegacia Antissequestro do Rio Grande do Sul, que solicitou ajuda da divisão de São Paulo. Durante as investigações, a polícia apurou que o empresário poderia estar sendo mantido em cativeiro em Registro, no Vale do Ribeira. Após diligências e investigações, os policiais civis de Registro encontraram o possível local do cativeiro e foram até lá. No endereço, eles conseguiram entrar e libertar a vítima, que estava amarrada na lavanderia. Na casa, dois homens e uma mulher foram presos e um menor apreendido. Um deles reagiu à prisão e atirou contra os policiais, que revidaram. Ele foi socorrido e segue internado no Hospital Regional de Registro. Um outro suspeito que também participou do crime já foi identificado. Foi decretada prisão preventiva de todos envolvidos, e o menor também teve sua internação determinada. Na casa usada como cativeiro, foram apreendidas drogas, anotações de contabilidade do tráfico, celulares e um carro usado no crime. As investigações ainda prosseguem para identificar e prender todos os participantes. O que diz a BlaBlaCar? A BlaBlaCar informou, em nota, que o usuário citado não realizou nenhuma viagem na plataforma na data informada. Mesmo assim, a empresa se colocou à disposição das autoridades para contribuir com eventuais investigações. "Reforçamos a orientação de que todas as interações entre os membros só podem ser feitas dentro da nossa plataforma, desde o contato inicial entre condutor e passageiro até a finalização da viagem". Tambám ressaltou que viagens realizadas fora do aplicativo não configuram uma viagem pela BlaBlaCar e não dispõem das diversas ferramentas de tecnologia e processos de segurança oferecidos pela plataforma. Afinal, a empresa reforçou que conta com equipes e ferramentas tecnológicas que monitoram comportamentos para identificar violações aos nossos Termos e Condições, e, caso comprovadas, banir os envolvidos.