De acordo com o registro policial, as caixas dos medidores apresentavam lacres violados em prédio comercial de Itanhaém (Divulgação/ Neoenergia Elektro) Um empresário de 54 anos foi preso após fiscalização encontrar indícios de fraude em medidores de energia elétrica de um prédio comercial no bairro Gaivota, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ímãs instalados nos equipamentos faziam com que o consumo registrado fosse menor do que a energia efetivamente utilizada. O prejuízo estimado pela Neoenergia Elektro chega a R\$ 754,7 mil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A prisão aconteceu na quarta-feira (9). De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da concessionária foi ao imóvel depois que uma vistoria anterior apontou indícios de irregularidades. No prédio, onde funciona um estabelecimento comercial, existem 13 medidores de energia. Seis deles apresentavam ímãs instalados junto aos equipamentos. Ainda conforme o registro policial, as caixas dos medidores apresentavam lacres violados. A suspeita é de que os ímãs interferiam no funcionamento dos equipamentos, retardando a medição e fazendo com que os relógios contabilizassem um consumo inferior ao real. O responsável pelo Setor Antifraude da Elektro informou à polícia que a concessionária fez um levantamento do período em que teria ocorrido a irregularidade e calculou um prejuízo de R\$ 754,7 mil. Seis medidores foram apreendidos, segundo o boletim de ocorrência. Segundo a concessionária, o volume de energia que teria deixado de ser contabilizado seria suficiente para abastecer aproximadamente 3.690 residências durante um mês. Empresário foi preso O boletim de ocorrência foi registrado no 2º Distrito Policial de Itanhaém como furto de energia elétrica e estelionato. Conforme a versão registrada pela Polícia Civil, o empresário se apresentou como proprietário do estabelecimento e, questionado sobre as irregularidades, não teria dado explicação para as alterações encontradas. A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de furto e estelionato, e o empresário ficou à disposição da Justiça para audiência de custódia. O homem permaneceu em silêncio durante o interrogatório na delegacia. O Instituto de Criminalística também foi acionado e realizou perícia no local. Na quinta-feira (10), porém, a Justiça concedeu liberdade provisória. Na audiência de custódia, a juíza Priscila Domenice Suarez considerou que não estavam presentes os requisitos necessários para a manutenção da prisão preventiva. A magistrada levou em consideração, entre outros pontos apontados, que não houve violência ou resistência e que, neste momento inicial da investigação, ainda existem dúvidas sobre a autoria ou, ao menos, sobre a responsabilidade do empresário pelo prejuízo atribuído ao imóvel. Como a fraude foi identificada A Neoenergia Elektro informou que utiliza diferentes mecanismos para identificar possíveis irregularidades, entre eles sistemas que analisam padrões e históricos de consumo em busca de comportamentos considerados atípicos. Fiscalizações presenciais e denúncias também fazem parte do trabalho. A reportagem de A Tribuna procurou a defesa do empresário para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.