[[legacy_image_220929]] Um empresário, de 26 anos, foi preso em Praia Grande durante uma operação policial nesta terça-feira (8). Chamada de SimSwap, troca de chip em tradução livre, a ação policial tinha como objetivo continuar com investigações sobre golpes bancários e cumprir 32 mandados de busca e apreensão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em coletiva de imprensa no Palácio da Polícia, no Centro, em Santos, o delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau explicou a ação dos agentes para investigar a organização criminosa que atua no crime de estelionato, a qual vitimou o Banco BV, causando um prejuízo milionário. “Se trata de uma investigação a respeito de fraudes bancárias. Uma quadrilha que conseguiu transferir a linha telefônica da vítima para um chip que estava em posse dos criminosos, isso se chama Sim Swap, daí o nome da operação”, explica. Entre as cidades que os agentes passaram estão: São Vicente, Praia Grande, Santos, Cajamar, Embu Guaçu, Votorantim e São Paulo. A Polícia Civil afirmou que policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC do Deinter-6 e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) da capital realizam a operação. “Nessa troca, eles conseguem passar para o aparelho celular dos criminosos o internet banking da vítima e pediam novas senhas ou, até mesmo, que fossem encaminhadas as senhas e eles tomavam posse da conta bancária da vítima”, afirma. O delegado explicou que a prisão do homem de 26 anos se deu por conta de um porte ilegal de arma de fogo. Além disso, foram encontradas provas que ligam o suspeito com a organização criminosa. “Um dos líderes, que estava aqui na Baixada Santista, com posse de uma arma de fogo de numeração raspada. Ele foi preso em flagrante e junto com ele havia um carro importado de mais de R\$ 200 mil. O veículo foi apreendido também, já que muito provavelmente o dinheiro usado para comprá-lo foi dos crimes”, conta. Segundo a Polícia Civil, no aparelho celular do suspeito havia muita documentação de terceiros, vídeos de como fazer o crime e um outro alvo também aqui na Baixada Santista. Também foram encontrados documentos falsos, documentos de terceiros, programa de computador com CPFs e toda qualificação. [[legacy_image_220930]] “Todos eles estão sendo identificados pontualmente e, a partir disso, um inquérito vai passar a pautar a atuação de cada um, a organização de todos eles e eles vão ser processados. Ao final, eles sofreram pena por organização criminosa, estelionato e falsificação de documentos”, diz. Para evitar cair em golpes bancários, a autoridade policial afirmou que é necessário ter cautela e sempre suspeita quando o banco ligar pedindo informações pessoais. Os suspeitos da quadrilha continuam sendo investigados. “Todo cliente de banco tem que ter um extremo cuidado quando recebe alguma ligação do banco. Geralmente, nós temos conhecimento de quem é o nosso gerente e quem tem relação com o nosso correntista. Dificilmente o banco vai ligar para o cliente para pedir informações”, conclui.