Câmeras flagraram o colombiano de moto sendo atingido por carro e arremessado em direção a outro pedestre, que caiu no chão (Reprodução) O colombiano Óscar Lobon Valência, de 42 anos, morreu após onze dias internado. Depois de uma briga de trânsito, ele foi atropelado e arrastado por um carro em Praia Grande, no litoral de São Paulo, enquanto pilotava uma motocicleta. O atropelamento aconteceu na Avenida Maria Cavalcante da Silva, no bairro Samambaia, no dia 28 de dezembro de 2024. O homem teve diversas complicações enquanto estava internado e não resistiu. Segundo a declaração de óbito, a vítima teve hemorragia intracraniana em decorrência do quadro de politraumatismo causado pelo atropelamento, além de desenvolver hemotórax traumático, um acúmulo de sangue no espaço pleural. O colombiano residia em Praia Grande e trabalhava como microempreendedor individual (MEI). SSP A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou, em nota, que outras duas vítimas foram encaminhadas ao hospital, uma de 44 e outra de 23 anos. Ambas sofreram ferimentos e danos em seus veículos. Segundo a SSP, o caso havia sido registrado como lesão corporal pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. Uma perícia foi solicitada, porém o caso teve a natureza alterada para homicídio culposo após a morte de Óscar na noite da última terça-feira (7). A secretaria informou que um homem de 49 anos está sendo investigado. Segundo o boletim de ocorrência, o condutor do veículo envolvido, de 49 anos, contou que a colisão ocorreu após um desentendimento no trânsito. Segundo ele, um dos motociclistas teria chutado o retrovisor de seu carro. Ambos acabaram colidindo. O enteado do estrangeiro, Phelipe Eduardo Martins de Barros Barão, 29 anos, afirmou que o rapaz que atropelou o companheiro de sua mãe não chegou a ser preso pela Polícia Militar. “E ele confessou a algumas pessoas na hora lá de que ele fez intencionalmente”, apontou. Relembre o caso De acordo com imagens de câmeras de monitoramento, Óscar pilotava uma moto quando foi atingido por um carro desconhecido e arrastado por dois metros até colidir com outras duas motocicletas estacionadas. Encaminhado para o Hospital Irmã Dulce, o colombiano ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O homem foi colocado em coma induzido, porém, desenvolveu a chamada Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA). Segundo o empresário, Phelipe Eduardo Martins de Barros Barão, 29 anos, enteado do estrangeiro, o rapaz que atropelou o namorado de sua mãe não chegou a ser preso pela Polícia Militar. Além disso, ele teria confessado que que fez isso de forma intencional.