Criminosos se passaram por irmã da vítima em Praia Grande (Reprodução) Uma empresária de 57 anos perdeu R\$ 163 mil após cair no golpe do falso advogado em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os criminosos utilizaram o nome, a foto e os dados profissionais da advogada Richarlla Lopes Lozada, irmã da vítima, para simular uma comunicação oficial da Justiça e convencê-la a realizar transferências bancárias. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os golpistas entraram em contato com a empresária pelo WhatsApp no último dia 23. Segundo relato de Richarlla, os estelionatários apresentaram informações verdadeiras sobre um processo judicial, incluindo número, partes envolvidas e valor da causa. Ainda de acordo com o relato, dado ao g1 Santos e Região, os criminosos alegaram que havia uma audiência por videoconferência e que, por determinação judicial, terceiros não poderiam participar. Para dar credibilidade à abordagem, enviaram um documento com timbre falsificado do Poder Judiciário e dados pessoais da vítima e da advogada. Falsa promotora Durante uma chamada de vídeo pelo WhatsApp, uma pessoa se apresentou como promotora e utilizou uma foto de perfil com a identidade visual do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A empresária foi orientada a usar outro celular para realizar operações bancárias e pagar uma suposta taxa para evitar problemas com a Receita Federal, pois os criminosos afirmavam que havia valores judiciais a serem liberados. Richarlla realizou diversas operações, incluindo empréstimos. Os R\$ 163 mil de prejuízo envolvem tanto as economias da vítima quanto os valores obtidos por meio de dívidas contraídas durante a fraude. A desconfiança começou quando os criminosos tentaram acessar o cartão de crédito. Uma funcionária entrou em contato com Richarlla, que orientou a irmã a interromper a comunicação e registrar um boletim de ocorrência. O caso foi registrado pela vítima na Delegacia Eletrônica. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial (DP) de Praia Grande, que dará continuidade às investigações. Como se proteger Richarlla alertou que os criminosos utilizam recursos cada vez mais sofisticados, incluindo falsificação de identificações de chamadas, dados profissionais e reprodução de vozes por inteligência artificial. A orientação é confirmar qualquer contato por meio de um número de telefone já conhecido, sem confiar apenas em fotografias, nomes ou vozes. Também é importante desconfiar de pedidos inesperados de dinheiro acompanhados de urgência, ameaças ou pressão.