<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.456421" attr-version="policy:1.456421:1743359520" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.456421/Projeto Canva (25).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Caso está sendo investigado pelo 3° DP de Santos (Reprodução/Polícia Militar)</span></p> <p paraeid="{e71adb6d-b436-404d-957a-c59edeb3810a}{191}" paraid="336238154" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A empresária</span> Lavínia Nunes dos Santos, que possui uma loja de roupas femininas em <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/guaruja">Guarujá</a>, litoral de São Paulo, está sendo procurada e investigada pela Polícia Civil de <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/santos">Santos</a> por suspeita de participar de um esquema de golpes bancários. Ela chamou a atenção da polícia após receber vários Pix e transferências que, acumulados, somam mais de R\$ 1,3 milhão.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{30}" paraid="732317370" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{30}" paraid="732317370" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Os valores seriam de uma vítima que acreditou que sua conta havia sido fraudada. A defesa da investigada alega que ela foi posta em liberdade e que apenas recebeu os valores por ser uma "mera laranja", estando em uma situação financeira delicada (leia a versão dela mais abaixo).</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{40}" paraid="713039779" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme apurado pel</span>o 3° Distrito Policial (DP) de Santos, a investigação envolve um crime de estelionato que ocorreu entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024. A vítima, uma mulher, que teve a identidade preservada, foi levada a acreditar que sua conta bancária havia sido fraudada.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{50}" paraid="940442758" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">As investigações apontam que os golpistas a convenceram de que funcionários do banco estariam envolvidos e que, para proteger seu patrimônio, ela deveria seguir algumas orientações. Inicialmente, a pessoa que fez contato se identificou como sua gerente e informou que estavam ocorrendo várias transações atípicas e de valores elevados, fora de seu perfil.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{60}" paraid="1539361419" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A vítima relatou que a pessoa era muito articulada, demonstrava conhecer bem as rotinas do banco e afirmou que iniciaria uma investigação sobre os fatos. Como fazia muitos anos que não ia ao banco e não sabia quem era sua gerente atual, a vítima acabou acreditando na suposta gerente. Posteriormente, descobriu que o nome informado pela golpista era o mesmo da sua atual gerente.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{70}" paraid="750394225" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A </span>mulher que caiu no golpe contou ainda que enviou fotos dos cartões bancários do Itaú e do Santander, bem como as senhas, para os golpistas. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Durante as transações ilícitas feitas por eles, os cartões eram bloqueados automaticamente por suspeita dos bancos envolvidos. </span></p> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{70}" paraid="750394225" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Os estelionatários, então, orientavam a vítima a comparecer à agência para desbloqueio, o que ela fazia pessoalmente, com auxílio de um funcionário. Isso ocorreu aproximadamente cinco vezes, e, em apenas uma ocasião, no Banco Santander, foi questionada sobre as transações e bloqueios, mas, seguindo orientação dos golpistas, afirmou que não havia nada de errado.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{90}" paraid="500681655" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Em outra ocasião, no banco Itaú, para autorizar a transferência da poupança para a conta corrente, foi questionada pela funcionária se havia conversado com a gerente sobre a baixa da poupança. A vítima, induzida pelos golpistas, afirmou que havia falado com a gerente, que alegou não ter sido informada. No entanto, devido à presença da vítima no local, a transação foi realizada.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{100}" paraid="779597508" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na primeira ligação, a mulher foi alertada sobre a necessidade de realizar transferências via Pix para regularizar a conta, pois teria ocorrido duplicidade de valores. A vítima, seguindo as orientações, efetuou cinco transações, sendo dois Pix com valores de R\$ 49,9 mil e R\$ 50 mil para Lavínia, dois Pix de </span>R\$ 49 mil e R\$ 50 mil para outra pessoa e um TED de R\$ 50 mil, totalizando R\$ 254,6 mil. Todas as transações foram realizadas por terceiros, assim como os empréstimos feitos nos bancos.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{110}" paraid="968423660" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">As baixas na poupança foram realizadas pessoalmente pela vítima no banco, assim como os desbloqueios dos cartões após bloqueios causados pelas transações suspeitas. Durante essas operações, a vítima confirmou as movimentações por acreditar que funcionários do banco estavam envolvidos nelas.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{120}" paraid="1493713242" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A vítima também foi orientada a comprar um iPhone 13, à vista, utilizando o cartão de débito do banco Itaú, no valor aproximado de R\$ 4,6 mil. O aparelho foi retirado por um motoboy, que supostamente entregaria para a gerente do banco. No entanto, as investigações não identificaram o motoboy, nem o veículo utilizado.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{130}" paraid="1104636935" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A filha da vítima criou</span> um e-mail alternativo, que nunca havia sido usado pela vítima, para cadastro no iCloud. Houve uma tentativa de compra no Mercado Pago com esse e-mail, mas o endereço não foi identificado.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{140}" paraid="166423513" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Após descobrir que havia sido vítima de um golpe, a mulher compareceu ao Itaú e ao Santander, onde efetuou todos os bloqueios possíveis e solicitou ressarcimento, que foi negado. Com os comprovantes dos Pix enviados aos beneficiários, a polícia identificou Lavínia como uma das favorecidas.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{150}" paraid="1817621118" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme as investigações, Lavínia exibia nas redes sociais um estilo de vida de luxo incompatível com sua renda declarada, como posse de grandes </span>quantias de dinheiro, veículos de alto valor, viagens luxuosas, uso de máquina de contagem de cédulas e realização de eventos de alto custo.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{160}" paraid="2011198776" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Durante diligência na loja de Lavínia, localizada no bairro </span>Pae Cará, no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, foi constatado que o estabelecimento havia sido inaugurado sem registro formal. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O juiz expediu um mandado de prisão preventiva contra Lavínia </span>e também determinou a busca e apreensão de bens dos demais envolvidos. Lavínia foi presa, mas liberada após a defesa obter um pedido de liberdade.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{71802aef-ea5c-4d78-8e6f-371bb55acde5}{180}" paraid="1515253724" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso está sendo investigado pelo 3° DP de Santos. </span>De acordo com o órgão, a autoridade policial identificou uma mulher envolvida no crime e solicitou sua prisão preventiva, que foi concedida pela Justiça. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{03b0a5a0-cb9c-48a9-8bc3-d6c672b6e47b}{165}" paraid="121880045" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Defesa</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Leonardo Fontes, que defende Lavínia, </span>afirma que é "lamentável a postura da delegada ao propagar informações falsas dizendo que Lavínia foi solta na audiência de custódia, entretanto a mesma foi posta em liberdade uma semana depois de sua prisão, com o pedido de liberdade feito por seu patrono que usou como fundamento para a liberdade da investigada a sua primariedade, ocupação lícita, endereço fixo e filho menor de idade”.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{03b0a5a0-cb9c-48a9-8bc3-d6c672b6e47b}{236}" paraid="642084636" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo o defensor, a</span> juíza ordenou o pagamento de fiança criminal no valor de 30 salários mínimos em cinco dias úteis, sob pena de nova prisão. Como o valor, de acordo com Fontes, foi fora dos padrões, foi feito um pedido de habeas corpus que está pendente de julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{03b0a5a0-cb9c-48a9-8bc3-d6c672b6e47b}{246}" paraid="1099427187" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado afirma que </span>Lavínia confirma que recebeu parte desses valores, entretanto explicou que se trata de uma "mera laranja, pois todo o valor que era recebido de imediato ela transferia para outras pessoas, conforme comprovado pelos extratos bancários anexados no processo. Ademais a investigada só fez isso porque estava em uma situação delicada financeiramente, separada do seu marido e com um filho de poucos meses, e não viu outra alternativa naquele momento”, destacou Fontes. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{32d4e994-27f2-47bf-bcb9-ae790cb3b233}{11}" paraid="539654712" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo ele, </span>Lavínia está totalmente arrependida de seus atos e o fato ocorreu há quase dois anos. “Atualmente, ela vive uma vida digna e honesta, trabalhando e cuidando de sua família”.</p> </div>