[[legacy_image_254720]] Uma diarista, de 45 anos, afirma ter sido vítima de racismo na tarde de sexta-feira (17), na Avenida Miguel Estéfano, no Jardim Virgínia, em Guarujá, litoral de São Paulo. O crime aconteceu enquanto a ela limpava uma casa dentro de um condomínio. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o boletim de ocorrência, a mulher disse que fazia a faxina dentro de uma unidade quando um pouco de água caiu dentro da casa de uma vizinha. Assim que tomou conta do incidente, a dona do imóvel reclamou que teria molhado dentro e, inclusive, o cachorro dela. Como forma de se desculpar, a diarista conta que se propôs a secar a casa da mulher pelo inconveniente, porém a vizinha recusou e passou a ofendê-las com palavrões e injúrias raciais. Uma testemunha estava presente, acompanhada da vítima, no momento do crime. Dentre os termos utilizados pela acusada, a vítima cita ter sido chamada de “empregadinha”, “macaca”, “neguinha” e “vagabunda”. Além disso, a funcionária também afirma que ouviu que ali não era lugar para ela estar. Diante aos ataques sofridos, a diarista relatou à polícia que tentou acalmá-la, mas as ofensas pararam apenas quando o marido da acusada apareceu mandando que parasse de discutir, pois falariam com o síndico sobre o caso. No final do mesmo dia, a vítima compareceu à Delegacia de Polícia de Guarujá acompanhada com a testemunha para registrar um boletim de ocorrência sobre o caso e demonstrou desejo em processar criminalmente a suspeita.