Edinho cumpre a pena por lavagem de dinheiro em regime aberto (Arquivo/A Tribuna) Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, foi absolvido na última quinta-feira (28) pela Justiça de Praia Grande das acusações de tráfico de drogas e de associação ao crime, por insuficiência de provas. O ex-goleiro foi o único dos nove réus citados no processo a não ser condenado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho, foi condenado a 25 anos de prisão, além do pagamento de 720 dias-multa (que é um valor a ser pago a cada dia de multa, recolhido ao Fundo Penitenciario Nacional) , mas ainda cabe recurso sobre a decisão. Ademir Carlos de Oliveira, o Pezão, recebeu a mesma pena. Segundo a investigação, Naldinho era o líder de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, que traficava drogas na Baixada Santista. Ele está desaparecido há cerca de 16 anos, quando cumpria pena em regime aberto. Em 29 de dezembro de 2008, ele teria sido visto pela última vez em Praia Grande. Na ocasião, ele combinou de almoçar com a mãe, mas não apareceu e nunca mais foi visto. Clóvis Ribeiro, o Nai, foi condenado a 18 anos de prisão e pagamento de 300 dias-multa. Já Maurício Louzada Ghelardi, o 'Soldado', recebeu uma pena de 21 anos de reclusão e pagamento de 350 dias-multa. Fernando Viana da Silva, o 'Plim' (16 anos), Klaus da Conceição Júnior, o 'Gapul' (16 anos), Maria de Lourdes Eugênio de Souza (12 anos) e Sílvio José Moreira Vasconcellos, o 'Sílvio Cabeça' (16 anos) tiveram a punibilidade extinta por prescrição e o Estado não pode mais puni-los pelos crimes. Outra ação Em outra ação, Edinho e Naldinho foram condenados a 33 anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro de origem provável através do tráfico. Após recorrerem, em fevereiro de 2017, a pena foi reduzida para 12 anos, dez meses e 15 dias. A prisão Em 2005 Edinho, Naldinho e mais 16 suspeitos foram presos pelo Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Na época, Edinho negou participação no tráfico e alegou apenas ser usuário de drogas. Atualmente, Edinho cumpre a pena por lavagem de dinheiro em regime aberto.