[[legacy_image_179031]] Após denúncia, o Conselho Regional de Medicina (CRM) decidiu abrir procedimento que investiga Lino Neves da Silveira, conhecido como Doutor Peludo, que gravava relações sexuais com pacientes e depois divulgava em conta secreta do Twitter. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Autodenominado “PeludoAN” (abreviação para Asa Norte, bairro de classe média alta de Brasília), o médico, após registrar as relações sexuais, seja por foto ou vídeo, compartilhava o conteúdo pornográfico no perfil, com legendas provocativas. “Consultório me dá um tesão da p*”, diz o médico, logo na descrição da postagem. O infectologista trabalhava no Núcleo Cardiológico de Brasília (NCB), clínica particular no Sudoeste, bairro nobre da capital federal. Nessa terça-feira (24/5), o administrador da unidade de saúde informou que o especialista havia sido desligado do corpo médico da instituição particular. “O Dr. Lino não trabalha mais na clínica, e sobre essa denúncia no CRM não tenho conhecimento nem fui notificado”, afirmou Josué Cardoso. Conscientização Em entrevista, o ativista no combate à disseminação do HIV/Aids, Christiano Ramos, criticou a postura do profissional de medicina. “Mesmo que seja com consentimento, acho um verdadeiro absurdo essa prática. Primeiro, por estar em ambiente médico, onde a intenção é tratar as patologias. Segundo, porque outros pacientes estarão naquele ambiente logo em seguida. E, por fim, o paciente e quem consome aquele material na internet naturaliza ainda mais o sexo não seguro, atrapalhando todo o trabalho que fazemos sobre conscientização do ato sexual com proteção”, frisou Ramos. *Com informações de Metrópoles