[[legacy_image_215504]] Um homem e uma mulher foram presos na manhã desta terça-feira (18), durante a Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na Baixada Santista. Eles eram responsáveis por empresas que facilitavam a ocultação de drogas em cargas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "São donos de empresas que atuavam na cadeia logística com cargas lícitas e alugavam parte do contêiner para introdução de drogas", explica o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de SP, Fabrizio Galli, em entrevista à TV Tribuna. As prisões aconteceram em São Vicente. "A empresa de fachada adquiria produtos, principalmente açúcar. A partir daí, fazia a compra lícita e quando fazia o estufamento da carga, alugava galpões, onde acontecia a introdução da droga dentro dos contêineres que iam para Europa ou África", diz Galli. Com objetivo de combater o crime organizado e o tráfico internacional de drogas, a operação contou com cerca de 100 policiais, que cumpriram 20 mandados judiciais em Cubatão, Praia Grande, Santos e São Vicente. De acordo com a PF, foi determinado a apreensão de todos os bens imóveis e de veículos, bem como dos valores depositados em contas bancárias e aplicações financeiras em nome de sete investigados. Ao todo, 17 mandados eram de busca e apreensão e três de prisão temporária. Destes, uma pessoa não foi encontrada e é considerada foragida. Segundo Fabrizio, entre os itens apreendidos, há aparelhos eletrônicos e documentos. “O material adquirido será analisado para fazer cruzamento com aquilo que a gente já tem e eventualmente dar continuidade às investigações e aos pedidos de prisão”. O casal preso foi encaminhado para Justiça Federal de Santos e passará por audiência de custódia. OperaçãoDe acordo com a Polícia Federal, a investigação começou em novembro do ano passado. Durante o período, foi apreendida 1,6 tonelada de cocaína em três momentos: o primeiro em Hamburgo (Alemanha) e os demais em Santos, em cargas destinadas à Antuérpia (Bélgica) e Durban (África do Sul). Ainda segundo a PF, a organização criminosa atuava na cadeia logística do tráfico internacional de drogas voltada às etapas do processo de exportação (contratação, estufagem e transporte) de cargas lícitas, nas quais de forma oculta e com meios aprimorados, era introduzida grande quantidade de cocaína destinada a países da Europa e África. Os investigados serão indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, cujas penas variam de 10 a 25 anos de prisão. Gênesis O nome da operação faz alusão à primeira apreensão, que deu origem ao procedimento, criando mecanismos que permitiram identificar os mandamentos que norteavam a atuação da organização criminosa.