[[legacy_image_242900]] A Polícia Civil de Praia Grande indiciou donos de autoescola por crimes de estelionato e contra a relação de consumo. O inquérito que apurava o caso foi concluído nesta terça-feira (31). As penas podem chegar a 13 anos de prisão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Tribuna contou a história em agosto do ano passado, envolvendo o estabelecimento na Avenida Clodoardo Amaral, no bairro Ribeirópolis, que na época era chamado Autoescola Mônica - depois mudou para Prime. O roteiro vivido por dezenas de pessoas lesadas - salvo algumas poucas variações - era praticamente o mesmo: elas faziam o pagamento completo para tirar habilitação pelo local (que, no meio do caminho, foi vendido e teve o nome alterado, ocasionando mais vítimas), cumpriam a parte teórica em um outro local, que seria uma 'autoescola parceira' e, quando voltavam para agendar as aulas práticas, encontravam o local fechado. Foi o caso da motorista de aplicativo Denise Biadene. O processo de formação para tirar a carteira de motorista era um presente para a filha Isabela, ao completar 18 anos. Tudo virou um pesadelo. "Levamos um prejuízo de R\$ 999,90. Tivemos que pagar tudo novamente e a recolocamos em outra autoescola. Ela terminou as aulas de moto e, agora, vai fazer aulas práticas", conta Denise. A audiência está marcada para abril. Há vários grupos de WhatsApp com pessoas lesadas e advogados diferentes. InvestigaçãoSegundo a investigação da Polícia Civil de Praia Grande, os indiciados "adquiriram' a autoescola no bairro Ribeirópolis supostamente pelo valor de R\$ 80 mil. Após darem um sinal no valor aproximado de R\$ 10 mil, os indiciados assumiram a gestão da autoescola em março de 2022. No mês seguinte, em razão de dívidas de aluguel, os indiciados mudaram a sede da autoescola para o bairro Samambaia, também em Praia Grande. Com a mudança de endereço, o Detran suspendeu as atividades da autoescola por tempo indeterminado até que a nova sede se adequasse aos requisitos exigidos pelo órgão. Apesar de nunca terem conseguido a regularização da autoescola junto ao Detran e cientes da suspensão das atividades, os indiciados comercializaram normalmente a venda do serviço para aquisição de carteira de habilitação aos alunos. As vítimas só descobriram que tinham sido ludibriadas quando, no final de julho de 2022, se depararam com as portas da auto escola fechadas.