[[legacy_image_350965]] Uma declaração de óbito divulgada na noite desta quinta-feira (18) diz que a causa da morte do adolescente Carlos Teixeira Gomes Ferreira Nazarra, de 13 anos, foi uma broncopneumonia bilateral. O documento foi emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande. Nesta sexta-feira (19), a família comunicou, por meio de nota emitida pela advogada, que optou por não realizar o velório do filho, por conta das grandes proporções que o caso tomou, e que deseja privacidade neste momento. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, o pai havia dito que Carlos morreu após três paradas cardíacas. Ele ainda afirmou que o menino era alvo de bullying e a morte aconteceu por decorrência de uma agressão na Escola Estadual Professor Julio Pardo Couto. A declaração de óbito ainda apontou que além da broncopneumonia, Carlos teve um quadro de celulite no cotovelo direito. O documento emitido vai servir como base para o atestado de óbito, porém, o laudo que realmente pode apontar a real causa da morte e até apontar a possível agressão, só deve ficar pronto dentro de 30 a 90 dias. Conforme a advogada, Amanda Mesquita, a família ficou indignada e chocada com o resultado. “Todos ainda estão muito abalados e esgotados, por isso, as próximas atitudes a respeito do caso ainda estão sendo avaliadas. O correto será esperar o resultado concreto do laudo oficial”, explica. Relatos do pai apontam que Carlos foi levado diversas vezes a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Pronto-socorros (PSs). O pai relembra que receitaram medicações, passavam encaminhamentos, mas o filho não melhorava, até que chegou o momento em que Carlos foi encaminhado para a Santa Casa de Santos. Os médicos teriam indicado que o filho dele estava com uma infecção no pulmão e, por isso, precisou ser entubado. Encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Carlos teve três paradas cardíacas e morreu na tarde de terça-feira (16). VelórioNesta sexta-feira (19), em uma nota divulgada por Amanda, a família comunicou que decidiu não realizar o velório. Eles justificaram que a decisão foi tomada em decorrência da grande proporção que a situação tomou e que, neste momento, desejam privacidade. ProtestoNa tarde desta quinta-feira (18), moradores e familiares realizaram um protesto na Vila Mirim, bairro onde Carlos morava em Praia Grande. Juntos, eles realizaram uma passeata até a escola. No local, outras mães, inclusive, reclamaram da falta de acolhimento dos alunos em casos de agressão na unidade escolar. Ainda nesta quinta, A Tribuna divulgou outro caso de adolescente agredido dentro da escola. [[legacy_image_350966]] Nas redes sociais, circula um vídeo em que mostra Carlos sendo agredido dentro do banheiro da unidade, enquanto outros alunos ficam em volta e nenhum funcionário da escola aparece para conter a briga. De acordo pai Julisses Fleming Gomes Ferreira Nazara, que deu entrevista à TV Tribuna na noite desta quinta-feira (18) a agressão registrada esta foi só uma das sofridas pelo filho, e a que teria sido a motivação da morte dele, ocorreu dentro da sala de aula. “Os meninos que machucaram o meu filho, eu perdoo de coração, não quero mal para eles, nem sangue com sangue, eu só quero a justiça. Porque se aconteceu hoje com o meu filho, amanhã pode acontecer com outras mães. É isso que está me matando. Tirou um pedaço de mim, da minha esposa, da minha filha. Espero que os membros da escola que viram o que aconteceu também sejam penalizados”, declara Julisses. [[legacy_image_350967]] InvestigaçãoDe acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como morte suspeita e segue sendo investigado pelo 1º Distrito Policial (DP) de Praia Grande. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamentou a morte do estudante. Além disso, também garantiu que a Diretoria de Ensino de São Vicente já instaurou uma apuração preliminar interna do caso e colabora com as autoridades nas investigações. A Prefeitura de Praia Grande informou que lamenta profundamente a ocorrência com um aluno da Escola Estadual Júlio Pardo Couto, no Bairro Nova Mirim e se solidarizou com os familiares e amigos do jovem. O município ainda disse que solicitou junto a secretaria de Estado uma apuração completa dos fatos, já que a unidade de ensino é estadual. Por fim, explicou que também já está analisando todos os procedimentos adotados no atendimento efetuado no pronto-socorro da cidade.