[[legacy_image_339217]] Uma hora em partidas numa mesa de sinuca se transformou em um trauma para uma administradora na madrugada deste sábado (2). Ela afirma ter sido vítima de tentativa de agressão com faca pela funcionária de um bar, na Vila Mathias, em Santos. Trancada no banheiro, ela só deixou o local após a chegada da Polícia Militar (PM). O estabelecimento contesta a versão. Segundo a mulher, que preferiu não se identificar, o problema começou após o suposto descumprimento de uma regra da casa: após a utilização da mesa de sinuca, a caixa com as bolas devem ser devolvidas ao Caixa. A norma se caracteriza como um ato deconfirmar o fechamento do período de uso, e determina o valor a ser pago pela diversão. Na ocasião, o grupo de cinco pessoas alega que a instrução não havia sido dada, o que foi contestado pela gerência do estabelecimento e dos funcionários. Esse desentendimento foi o estopim para a confusão. “Na hora que fomos pagar as comandas, o gerente da casa, num tom bem arrogante e absolutamente sem paciência, informou ao meu amigo, que estava fazendo o pagamento da comanda (a sinuca estava na comanda dele), que nós não havíamos levado as bolinhas de volta para o Caixa. Só que não tínhamos recebido essa informação quando pegamos as bolinhas. Foi onde começou o debate”, conta. Segundo ela, o garçom que forneceu as bolinhas foi chamado pelo gerente para confrontar as informações. "Ele disse que falou para mim, o que não é verdade, até porque ele entregou as bolinhas, mas para meu amigo. Mas, até então, não quis falar nem que sim, nem que não, para não prejudicar o funcionário”, alega. Soco, copo e uma facaConforme relato da administradora, a discussão passou a ganhar outras proporções, até que a atendente do Caixa interveio. “Ela começou a me afrontar, dizendo que eu realmente tinha recebido a informação. Respondi 'Nem falei nada!' Ela me disse que, se eu não neguei, era sinal de que tinha recebido [a informação]. Nisso, ela disparou um soco contra mim, que pegou de raspão”, detalha. Segundo ela, por instinto, arremessou um copo contra a funcionária do bar, que passou a persegui-la. “Era uma mulher grande, que pegou uma 'peixeira' e veio correndo atrás de mim. Entrei para a área de sinuca, tentei entrar no banheiro, que não trancava, e comecei a ficar desesperada. Os garçons foram até lá para segurar a porta, porque ela ficava batendo na porta com a faca na mão, falando que ia me pegar, me matar. Até pensei em pular a janela”, lembra. Ela só deixou o local após a chegada de uma viatura da PM. “Fui muito bem atendida pelos policiais, que me perguntaram se desejava seguir adiante com o caso. Disse que precisava falar com um advogado. Estava assustada, nem tinha cabeça para tomar qualquer decisão naquele instante”, complementa. Outro ladoUm representante do bar nega que tenha havido agressão por parte de uma funcionária do estabelecimento. Segundo ele, “(...) Houve uma discussão. A nossa funcionária tentou amenizar a situação inicialmente e, a cliente, já alterada, alcoolizada, foi desrespeitosa. As duas se desentenderam e a cliente arremessou um copo na boca da nossa funcionária, causando um ferimento no ato. Como consequência da ação, a reação da nossa funcionária foi de querer ir pra cima da cliente após ter sido agredida, porém isso não aconteceu, pois as duas foram separadas e a nossa funcionária sequer chegou perto da cliente. Em seguida, a polícia foi acionada e chegou ao local para finalizar o ocorrido”, explica. A Reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno até a publicação deste texto.